Policial Tragédia
Bebê de apenas dois meses morre no Sertão da Paraíba; Polícia Civil aguarda laudo pericial para esclarecer as causas
Delegado afirma que exame cadavérico será decisivo para apontar se houve causa natural ou indícios de violência
21/01/2026 20h30 Atualizada há 2 horas
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
Foto: Diário do Sertão

Um bebê de apenas dois meses de idade, identificado como Muryell Asafe de Sousa Nunes, morreu na manhã desta quarta-feira (21), em Monte Horebe. A Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas a criança já estava sem vida quando a equipe médica chegou ao local.

De acordo com informações iniciais, o bebê apresentava sinais de lesões na região do pescoço, fato posteriormente confirmado pelos policiais militares que atenderam à ocorrência. O corpo foi encaminhado para Cajazeiras, onde será submetido ao exame cadavérico.

À polícia, a mãe relatou que acordou durante a manhã para amamentar o filho e percebeu que a criança apresentava sangramento pelo nariz e não reagia. Diante da situação, ela acionou uma agente de saúde da comunidade, que, ao constatar a gravidade do quadro, solicitou imediatamente o atendimento do SAMU.

Durante entrevista ao programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão, nesta quarta-feira (21), o delegado Antonio Netto, titular da 20ª Delegacia Seccional de Polícia Civil de Cajazeiras, comentou o andamento das investigações sobre a morte.

Segundo o delegado, o corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) de Cajazeiras, onde passará por exame cadavérico. De acordo com ele, somente após a conclusão dos laudos técnicos será possível definir com maior precisão os rumos da investigação. “É a partir do laudo que a gente vai conseguir saber se foi uma morte natural ou não, para então definir as medidas cabíveis”, explicou.

Antonio Netto destacou que, neste momento, a Polícia Civil aguarda o resultado da perícia para ter um direcionamento claro sobre os próximos passos. Ele reforçou que o exame cadavérico é praticamente crucial para a definição de uma linha investigativa consistente e, se necessário, para a instauração de inquérito policial.

Ainda conforme o delegado, todas as pessoas que estavam na residência no momento do ocorrido serão ouvidas, como parte do procedimento padrão. Familiares e vizinhos também poderão ser chamados a prestar esclarecimentos, com o objetivo de reunir o máximo de informações possíveis sobre as circunstâncias da morte.

O delegado lembrou ainda que a população pode colaborar com as investigações por meio do Disque-Denúncia 197, ressaltando que o sigilo e o anonimato são garantidos.

Por Patos Online
Com informações do Diário do Sertão