A Paraíba enfrenta um quadro crítico de insegurança hídrica, com impacto mais severo no Sertão. Em Patos, principal cidade da região, já foi adotado racionamento no abastecimento para consumo humano, enquanto diversas comunidades sertanejas passaram a depender de carros-pipa para receber água.
De acordo com a Agência Estadual de Gestão das Águas (AESA), no momento 75% dos açudes paraibanos estão com nível abaixo da metade da capacidade. Em alguns casos, os reservatórios estão completamente vazios. No sentido oposto, apenas dois açudes no estado — Poções e São José — estão sangrando, ou seja, acima do limite de armazenamento. Outros 20 apresentam volumes entre 70% e 100%, e 12 estão em normalidade, com 50% a 70% da capacidade.
A maior parte dos mananciais encontra-se em faixas de alerta. Há 36 reservatórios em observação (20% a 50% do volume), 20 em estado de atenção (10% a 20%) e 46 em condição mais grave, com menos de 10% da capacidade — entre estes, alguns já completamente secos, como Sabonete, Jeremias, Gurjão e Caraibeiras.
No Sertão, o cenário pressiona o abastecimento urbano e rural. Além do racionamento em Patos, relatos de intermitência no fornecimento e a intensificação do uso de carros-pipa evidenciam a dependência de soluções emergenciais para garantir o consumo básico da população.
O que são açudes Açudes são barragens ou reservatórios artificiais construídos para reter águas de chuva ou de rios, muito comuns no Nordeste para enfrentar estiagens. Podem ser erguidos com terra, alvenaria ou concreto e têm múltiplos usos: abastecimento humano, dessedentação animal, irrigação e, em alguns casos, geração de energia. Em períodos de seca prolongada, a redução do volume armazenado compromete diretamente a segurança hídrica das cidades e comunidades rurais.
Patosonline.com
Com informações da AESA