O Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) expediu, neste domingo (25), um mandado de prisão preventiva contra o cantor paraibano João Lima, investigado por violência doméstica contra a esposa, a médica e influenciadora digital Raphaella Brilhante. A decisão foi assinada pelo juízo plantonista após representação do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
De acordo com o despacho judicial, a medida tem como objetivo garantir a ordem pública e evitar a reiteração de supostos crimes, diante da gravidade dos fatos narrados e do contexto apresentado na investigação.
Raphaella Brilhante compareceu à Central de Polícia Civil, em João Pessoa, no último sábado (24), onde registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e solicitou medidas protetivas de urgência. Em depoimento às autoridades e em publicações nas redes sociais, ela relatou ter sofrido agressões físicas e psicológicas desde o início do casamento, ocorrido em novembro de 2025.
O caso ganhou ampla repercussão em todo o Brasil após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram o cantor em atos de agressão contra a esposa. Diante da exposição pública, Raphaella se manifestou oficialmente pela primeira vez por meio de um texto, no qual confirmou a violência sofrida e afirmou que seu silêncio inicial foi um instinto de sobrevivência. Ela destacou ainda que todas as providências legais estão sendo tomadas, com respeito à Justiça.
Segundo a advogada da vítima, as agressões teriam começado ainda durante a lua de mel do casal. Antes do casamento, conforme a defesa, não havia registros de violência durante os dois anos de relacionamento. A Polícia Civil da Paraíba confirmou que as investigações seguem em andamento, mas informou que não pode divulgar detalhes adicionais por se tratar de diligências em curso.
Até a última atualização desta reportagem, a assessoria de imprensa de João Lima não havia se pronunciado sobre a decisão judicial. O cantor, que é neto do forrozeiro paraibano Pinto do Acordeon, falecido em 2020, também não fez manifestação pública sobre o mandado de prisão.
Por Patos Online