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Atlético-MG supera polêmica com pênalti, vira sobre Cruzeiro com golaço de Hulk e vence a primeira em 2026
Kaio Jorge colocou a Raposa na frente com bela cavadinha sobre Éverson, mas Bernard e Hulk, com uma linda chapada no ângulo de Cássio, definiram a virada atleticana por 2 a 1, neste domingo (25), na Arena MRV, em Belo Horizonte.
25/01/2026 19h50
Por: Felipe Vilar Fonte: ESPN
Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Lance polêmico, estrelas, virada e festa. Atlético-MG e Cruzeiro entregaram de tudo um pouco no primeiro clássico da temporada. Quem levou a melhor, curiosamente, é quem ainda não havia vencido em 2026.

Kaio Jorge colocou a Raposa na frente com bela cavadinha sobre Éverson, mas Bernard e Hulk, com uma linda chapada no ângulo de Cássio, definiram a virada atleticana por 2 a 1, neste domingo (25), na Arena MRV, em Belo Horizonte.

O resultado acabou com o jejum do Galo, bem como garantiu a terceira derrota da Raposa em apenas cinco rodadas do Campeonato Mineiro. Em grupos diferentes, os rivais vivem situações distintas na briga por classificação à semifinal.

Agora com sete pontos, o Atlético-MG interrompe a sequência de quatro empates consecutivos e se iguala ao Democrata de Governador Valadares, na briga pela vice-liderança do Grupo A. Já o Cruzeiro, em segundo lugar da chave C, estaciona nos seis pontos, dois a menos que o North, dirigido pelo ex-volante Kleberson.

O jogo

No reencontro após embates pelas seleções de Argentina e Brasil, Jorge Sampaoli e Tite escalaram praticamente o que têm de melhor. A maior exceção foi Gerson, deixado no banco do Cruzeiro e que recebeu até abraço efusivo do técnico do Galo, que o dirigiu no Olympique de Marselha e também no Flamengo.

Com a bola rolando, o Cruzeiro saiu na frente graças a belo gol de Kaio Jorge. O camisa 19 aproveitou sobra na área e, cara a cara com Everson, bateu com categoria para abrir o placar. Na comemoração, até bebeu água de um copo arremessado pela torcida adversária, como forma de provocação.

O Galo evoluiu na partida e poderia ter empatado caso o árbitro Davi de Oliveira Lacerda tivesse anotado um pênalti de Kaiki em Bernardo. O lance foi muito contestado pelos jogadores, mas nem o VAR recomendou a revisão.

"Ele retarda a ação do atacante e em nenhum momento quer disputar a bola. Isso é pênalti claríssimo, aquela falta de jogo imprudente que, dentro da área, precisa ser marcada. Erra a arbitragem ao não marcar no campo de jogo e também o VAR, ao não sugerir a revisão", comentou a comentarista de arbitragem da ESPN Renata Ruel.

O segundo tempo, porém, foi todo dos donos da casa. O empate saiu em jogada individual de Dudu pela esquerda, que bateu cruzado e viu Bernard, livre na pequena área, escorar para empatar o clássico. A virada saiu dos pés de outra estrela: Hulk aproveitou espaço na entrada da área, deixou Jonathan Jesus para trás com uma finta seca e bateu no ângulo direito de Cássio.

O clássico ficou mais franco nos minutos finais, quando o Cruzeiro teve uma chance claríssima para empatar. Só que Arroyo, na pequena área e quase embaixo da trave, isolou um chute que parecia simples e jogou fora a última grande oportunidade da noite.

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Fonte: ESPN