Com o reconhecimento, pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, da Situação de Emergência no município de Mãe d’Água (processo nº 59051.046269/2026-27), com publicação no Diário Oficial da União, o prefeito Jucélio Pereira Moura determinou a centralização das ações de atendimento à população, principalmente no tocante à questão hídrica, incluindo a preparação de reservatórios com vistas ao armazenamento da água das chuvas.
Nessa direção, a gestão vem promovendo o desassoreamento de açudes e barreiros, a começar pelas comunidades rurais de Três Serrotes, Serra Velha, Escondido e Saquinho. Paralelamente, enquanto intensifica a distribuição de água por meio de carros-pipa, a perfuração de cacimbas e a limpeza e perfuração de poços, mantém gestões junto ao Governo do Estado — contato iniciado em janeiro de 2025 — para a instalação do Sistema de Abastecimento de Água pela CAGEPA, a quem compete tal responsabilidade. O município argumenta que, na Paraíba, apenas Mãe d’Água e Zabelê ainda não contam com esse benefício, o que sobrecarrega as atribuições da Prefeitura.
Entre as medidas de contenção, foi determinado o cancelamento do FANTUR, evento programado para o mês de fevereiro, que só deverá ocorrer após a normalização da situação, além do alerta aos titulares das secretarias para a realização dos cortes necessários. Com relação à agricultura, enquanto acompanha as previsões climáticas, a gestão vem apoiando os criadores no transporte de farelo de soja subsidiado pela EMPAER, como forma de manutenção dos rebanhos, com várias remessas realizadas nos últimos meses. Também já foi encaminhado o Garantia-Safra de todos os interessados e promovida, em parceria com o Governo da Paraíba, a distribuição de sementes selecionadas de milho, feijão e sorgo. Vale registrar, ainda, a melhoria do acesso entre as zonas rural e urbana, com a recuperação das estradas vicinais que cortam o município.
Quanto à previsão de inverno, no sábado, 24 de janeiro de 2026, a Secretaria de Comunicação recebeu informações do doutor em Meteorologia Mário Miranda Leitão, uma das maiores autoridades no assunto em todo o Nordeste brasileiro, radicado na Universidade de Petrolina. Com base em dados científicos, o especialista demonstrou expectativa de boas chuvas para o fim de janeiro e o início de fevereiro, apresentando também os índices registrados nos últimos 30 anos, que integram o Mapa Geográfico da Paraíba. A média pluviométrica de Mãe d’Água apresenta os seguintes números: janeiro (106,8 mm); fevereiro (104,5 mm); março (170,9 mm); abril (124,2 mm); maio (62,4 mm); junho (18,5 mm); julho (9,9 mm); agosto (4,1 mm); setembro (1,8 mm); outubro (6,5 mm); novembro (23,9 mm) e dezembro (38,5 mm), com média anual de 671,8 milímetros. Os dados foram coletados pela SUDENE — Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste — e pela AESA — Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba.
Assessoria