O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou nesta terça-feira (3/2) que respeitará a ordem cronológica dos pedidos de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI), antes de tratar sobre uma investigação parlamentar sobre o Banco Master.
“Nós temos aqui uma fila de CPIs. As CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, nós tivemos algo em torno de 15, 16 CPIs protocoladas. Acabamos não instalando nenhuma, e agora nós vamos fazer o debate sobre essas CPIs”, declarou a jornalistas.
O chefe da Casa baixa reforçou que, regimentalmente, somente cinco CPIs podem funcionar ao mesmo tempo. “Se for decisão da presidência instalar, vamos no momento certo estar tratando dessa pauta de CPI”, explicou.
O cenário da abertura da CPMI está um pouco embaralhado, visto que líderes da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), também assinaram. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também defende a abertura de uma investigação.
O caso passou a ganhar destaque entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após virem a público informações sobre relações entre o Banco Master — cuja liquidação foi determinada pelo Banco Central sob suspeita de irregularidades — e o escritório de advocacia da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator da ação penal que apura a tentativa de golpe.
O contrato, que estipulava o pagamento de R$ 129 milhões em honorários, foi encontrado no celular do controlador do banco, Daniel Vorcaro.
O aparelho foi apreendido no momento da prisão do empresário, durante a Operação Compliance Zero, deflagrada de forma concomitante à intervenção na instituição financeira. Vorcaro foi abordado por agentes da Polícia Federal quando se preparava para embarcar rumo a Dubai.
Fonte: Metrópoles