Policial Chuva de dinheiro
Investigado joga mala de dinheiro pela janela durante operação da PF em desdobramento de investigações do Banco Master
Em desdobramento de investigações sobre Banco Master, PF cumpriu mandados contra alvos ligados à Rioprevidência. Mala foi jogada da janela
11/02/2026 16h00
Por: Felipe Vilar Fonte: Metrópoles
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu R$ 429 mil em espécie dentro da mala arremessada pela janela de um apartamento no 30º andar durante a terceira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada nesta quarta-feira (11/2), em Santa Catarina.

O episódio ocorreu no momento em que agentes cumpriam mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a investigados no município de Balneário Camboriú.

Ao perceber a chegada da equipe policial, um dos ocupantes do imóvel tentou se desfazer da mala, jogando o objeto pela janela. Parte das cédulas se espalhou pela área externa do prédio.

O dinheiro foi rapidamente localizado e recolhido pelos policiais federais, que também apreenderam dois veículos de luxo, dois aparelhos celulares e diversos documentos durante a ação.

Segundo a PF, a ação tem como foco localizar e recuperar bens e valores ocultados após o avanço das investigações que miram um esquema de crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da Rioprevidência.

Desdobramento direto da prisão do ex-presidente

A terceira fase da operação é um desdobramento da investigação que levou à prisão do ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, na semana passada.

Para a PF, há indícios de que o ex-dirigente e pessoas próximas teriam atuado para ocultar patrimônio, apagar rastros digitais e remover documentos após a deflagração da primeira fase da operação, em janeiro.

Quase R$ 1 bilhão em investimentos sob suspeita

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central.

Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a Rioprevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.

Segundo a PF, os papéis são considerados de alto risco, não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e seriam incompatíveis com o perfil conservador exigido para um fundo previdenciário.

O que a PF investiga agora

Com as novas apreensões, a Polícia Federal busca esclarecer:

Fonte: Metrópoles