Gerais Carnaval 2026
Kit rápido para detecção de metanol em bebidas desenvolvido pela UEPB será usado no Carnaval 2026
Foram entregues 200 kits que detectam em até 20 minutos adulteração de bebidas, preservando a saúde dos foliões.
15/02/2026 09h00
Por: Felipe Vilar Fonte: g1 PB
Foto: Divulgação/SECTIES/PB

O kit rápido para detecção de metanol em bebidas destiladas, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), será utilizado nas fiscalizações do Procon-PB durante as festas de Carnaval na Paraíba. O kit entregue vai permitir até 2 mil análises.

Os kits entregues permitem identificar a presença de metanol e outras substâncias em bebidas alcoólicas em um tempo médio de 15 a 20 minutos. A identificação possibilita uma atuação imediata das equipes de fiscalização, preservando a vida dos foliões.

Inicialmente, 200 kits foram entregues ao Procon-PB, em embalagens lacradas, para uso durante o Carnaval 2026. Os produtos disponíveis vão permitir até 2 mil análises, segundo os pesquisadores. O projeto recebeu um investimento inicial de R$ 1,5 milhão.

Fiscais do Procon Estadual, do MP-Procon e dos Procons municipais que vão trabalhar durante o Carnaval receberam, na quarta-feira (11), um treinamento específico com os pesquisadores do Departamento de Química da UEPB para manusear a ferramenta.

A entrega dos kits aconteceu em uma solenidade da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties).

“Os casos de contaminação por metanol deixaram claro que as respostas para situações graves como essa estão na ciência e na pesquisa. Essa tecnologia vem sendo desenvolvida há mais de três anos na UEPB e só chega hoje à sociedade graças ao apoio do Governo da Paraíba, por meio da Secties e da Fapesq”, disse Nadja Oliveira, pró-reitora de Pós-Graduação da UEPB.

A pesquisa de detecção do Metal nas bebidas destiladas foi coordenada pelo professor David Douglas Fernandes, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ), em colaboração com os professores Railson de Oliveira Ramos, Germano Veras (PPGQ) e Felix Brito (PPGCA), com a participação de vários outros pesquisadores.

Fonte: g1 PB