Política Desfile na Sapucaí
Temer se pronuncia sobre sátira a ele em desfile pró-Lula: “É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, afirmou
Alvo de sátira em desfile que homenageou Lula, o ex-presidente Michel Temer criticou o “ilusionismo da Esplanada” da Acadêmicos de Niterói
16/02/2026 16h00
Por: Felipe Vilar Fonte: Igor Gadelha/Metrópoles
Foto: Reprodução/TV Globo

O ex-presidente Michel Temer, um dos alvos da Acadêmicos de Niterói no desfile na noite de domingo (15/2) que homenageou Lula na Marquês de Sapucaí, pronunciou-se após ser satirizado na comissão de frente da escola.

Em nota, Temer ressaltou que a “sátira política é parte da tradição do Carnaval”. Mas ressaltou que há problemas quando o desfile adota o “ilusionismo na Esplanada”, negando “conquistas como a reforma trabalhista”.

“O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, os juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado”, afirmou.

Temer foi retratado na comissão de frente da Acadêmicos. Um ator que o representava aparecia retirando a faixa presidencial de Dilma Rousseff. Na sequência, a entregava para um palhaço, que simbolizava Jair Bolsonaro.

“Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”, afirmou Temer.

Confira a íntegra da nota de Temer:

“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida.

Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí.

O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado.

Olha o Brasil aí… gente!”

 

Fonte: Igor Gadelha/Metrópoles