Mais de 14 anos após o episódio que colocou Patos (PB) no noticiário nacional, a história da “Galinha Rafinha” volta ao centro da cena cultural, agora em uma nova versão musical que reforça o papel fundamental dos artistas locais na construção dessa memória coletiva, agora para o público infantil.
O fato, que à época misturou comoção e repercussão midiática após o roubo de uma galinha de estimação criada por duas mulheres da cidade, rapidamente ultrapassou o registro policial e se transformou em fenômeno popular. Programas de televisão, reportagens e a internet ajudaram a espalhar a história, que logo ganhou paródias, videoclipes e canções interpretadas por grupos da região.
Entre os nomes que ajudaram a eternizar o episódio está o artista Hugo Leonardo, responsável por dar vida ao personagem Tatu, um humorista de identidade sertaneja que há mais de duas décadas atua no cenário cultural nordestino. A primeira homenagem musical, que se tornou símbolo daquele momento contou com a colaboração dos músicos Pedro Carpelli e Lucas Santos, consolidando uma versão que ficou na memória dos patoenses e cantada por várias bandas da região.
Agora, mais de uma década depois, a história ganha nova roupagem em pop rock para crianças, assinada pelo escritor e compositor Junior Misaki. A produção musical ficou sob responsabilidade de Paulo Barbosa, que gravou a faixa em estúdio em novembro de 2025, apostando em uma sonoridade moderna sem perder o vínculo com a identidade regional.
A participação de Tatu na nova gravação cria uma ponte direta entre as versões antigas e o relançamento atual, reforçando a continuidade artística da narrativa. Lançada recentemente nas plataformas digitais, a nova versão de “A Galinha Rafinha” já alcançou milhares de visualizações nas primeiras horas, comprovando que a história permanece viva na memória da cidade.
Mais do que um simples relançamento, o projeto evidencia como a música tem o poder de preservar acontecimentos que marcaram uma geração, e que no próximo mês se eternizará em uma obra literária infantil, escrita e ilustrada por Misaki. Ao reunir artistas de diferentes momentos da trajetória da canção, a nova versão reafirma que, em Patos, a memória também se canta e se reinventa. Em pouco mais de 24h, o vídeo já passava de sete mil acessos no YouTube, com vários elogios nas redes sociais, mostrando que caiu no agrado dos fãs da saudosa Rafinha.
Assista no link abaixo:
Por José Jerônimo Vieira Júnior | Jr. Misaki