Os servidores técnico-administrativos em educação da Universidade Federal de Campina Grande decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (16). A decisão foi tomada durante assembleia realizada na manhã da última quarta-feira (11), na sede do Sindicato dos Trabalhadores de Educação Superior, em Campina Grande.
Segundo a categoria, a paralisação ocorre porque o Governo Federal do Brasil não teria cumprido cláusulas consideradas fundamentais do acordo firmado após a greve nacional da categoria em 2024.
O movimento na UFCG faz parte de uma mobilização nacional que já atinge mais de 50 instituições federais de ensino. Na Paraíba, os servidores da Universidade Federal da Paraíba também já iniciaram greve desde o início desta semana.
Em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV Diário do Sertão, nesta sexta-feira (13), o presidente do SINTESUF-Patos e delegado da base da UFCG na Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil, Messias Almeida, afirmou que a greve é uma continuidade do movimento iniciado no ano passado.
Segundo ele, embora tenha havido alguns avanços orçamentários, parte significativa das pautas estruturais não foi atendida.
“A greve é uma continuidade. Os técnicos enfrentaram um longo período sem reajustes e detinham as piores remunerações do serviço público federal. Em 2024, o governo cedeu sob pressão, mas, nos dois anos seguintes, descumpriu mais de 50% do que foi acordado, especialmente nas pautas não orçamentárias”, declarou.
Entre os principais pontos defendidos pelos servidores estão:
A mobilização também inclui a defesa do financiamento da educação pública e posicionamento contrário a propostas de reforma administrativa que tramitam no Congresso Nacional.
Mesmo com a paralisação, o comando de greve informou que serviços essenciais continuarão funcionando. No Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande, será mantido o atendimento mínimo para não prejudicar pacientes e garantir o suporte necessário à formação de estudantes da área da saúde.
A categoria afirma que a greve deve continuar até que o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos apresente propostas concretas para atender às reivindicações relacionadas à carreira e remuneração dos servidores.
Por Patos Online