O sepultamento de Raíssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, foi marcado por forte comoção na manhã desta quarta-feira (18), em Pombal. Familiares, amigos e moradores acompanharam a despedida, que reuniu uma multidão no Cemitério São Francisco.
A morte de Raíssa, ocorrida após um surto de intoxicação alimentar em uma pizzaria que deixou mais de 100 pessoas com sintomas e ganhou repercussão estadual e nacional, abalou profundamente a população. Durante o sepultamento, o clima foi de silêncio, emoção e diversas homenagens à servidora.
Raíssa atuava na Secretaria de Meio Ambiente do município e era bastante conhecida na cidade. Diante da repercussão do caso, a Prefeitura de Pombal decretou luto oficial de três dias e suspendeu as atividades administrativas no Paço Municipal, mantendo apenas os serviços essenciais.
O velório teve início ainda na noite da terça-feira (17), no auditório da UBS Solar das Oiticicas, onde familiares e amigos se reuniram para o último adeus. Antes do sepultamento, também foi celebrada uma missa de corpo presente.
O caso segue sob investigação das autoridades, enquanto a população aguarda esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
O proprietário da pizzaria La Favoritta, Marcos Antonio Gomes Neto, se pronunciou publicamente na noite desta terça-feira (17) sobre o surto de intoxicação alimentar registrado no município de Pombal, no Sertão da Paraíba, que deixou mais de 100 pessoas com sintomas e resultou na morte de uma mulher após consumo de pizza no estabelecimento.
Ao lado da advogada Raquel Dantas de Assis, o empresário iniciou a fala prestando solidariedade à vítima Rayssa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, e às demais pessoas afetadas. Ele também pediu desculpas pela demora em se manifestar, afirmando que precisou de tempo para compreender a situação.
"Quero salientar também que jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa, prejudicar qualquer pessoa. Porque eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida. Então, jamais iria me sabotar, jamais iria prejudicar, porque tudo o que conquistei foram seis anos de muita luta, muita renúncia e dificuldade. Minha última intenção seria prejudicar justamente os clientes que dão meu sustento, que dão meu pão", disse.
O proprietário também informou que foi o responsável por acionar a Vigilância Sanitária para realizar a primeira inspeção no local e reforçou que está colaborando com as investigações conduzidas pelos órgãos competentes, incluindo a Polícia Civil e a Prefeitura.
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O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, enquanto os órgãos de saúde aguardam os resultados laboratoriais para dar continuidade às apurações.
Por Patos Online