A Justiça da Paraíba acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra o cantor João Lima, que passou a ser réu em um processo por tentativa de feminicídio contra a ex-esposa. A decisão foi assinada pela juíza Graziela Queiroga no dia 20 de fevereiro.
De acordo com a denúncia, o cantor deve responder por diversos crimes, entre eles tentativa de feminicídio com agravantes de meio cruel (asfixia) e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de estupro, lesão corporal no contexto de violência doméstica, induzimento ao suicídio, ameaça e violência psicológica contra a mulher.
A decisão judicial determina que o acusado seja formalmente citado para apresentar defesa no prazo de 10 dias, incluindo sua versão dos fatos, documentos e indicação de testemunhas.
Segundo a advogada da vítima, Dayane Carvalho, o recebimento da denúncia representa um avanço no caso. “Não é uma condenação, mas demonstra que há indícios concretos de autoria e materialidade, tornando a acusação formal”, destacou.
O cantor está preso desde o dia 26 de janeiro de 2026 no Presídio do Róger, em João Pessoa. A Justiça decidiu pela manutenção da prisão preventiva, alegando necessidade de garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal, mesmo com pedido de habeas corpus ainda pendente de análise.
As investigações tiveram início após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostrariam agressões contra a ex-esposa do cantor. A vítima registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, também em João Pessoa.
Conforme os autos, os episódios de violência teriam ocorrido a partir de 18 de janeiro, incluindo agressões físicas como socos, apertos na mandíbula e tentativa de silenciamento. Em um dos relatos, o acusado teria entregue uma faca à vítima e ordenado que ela tirasse a própria vida.
Dias depois, ele ainda teria feito ameaças à vítima na residência de familiares, afirmando que poderia matá-la caso não reatasse o relacionamento.
A defesa da vítima afirma que os episódios de violência começaram após o casamento, realizado em novembro de 2025, e que não havia registros de agressões durante o período de namoro.
O caso segue em tramitação na Justiça.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados por meio dos seguintes canais:
Por Patos Online
Com informações do g1 PB