Locais AINDA NÃO SANGROU
Barragem da Farinha fica a 8 cm de sangrar e pode transbordar ainda nesta quinta (02), diz técnico da Empaer
Segundo Marconi Palmeira, nível subiu 12 cm em 24 horas; recarga segue, mas ritmo é lento e previsão indica redução das chuvas até 06/04
02/04/2026 05h37 Atualizada há 4 horas
Por: Marcos Oliveira Fonte: Patosonline.com

O técnico da EmpaerMarconi Palmeira, visitou a Barragem da Farinha na madrugada desta quinta-feira (02/04) e constatou que o manancial ainda não sangrou, mas está muito próximo do transbordamento. Em mensagem enviada à redação do Patosonline.com, ele relatou que, por volta das 3h30, a barragem seguia enchendo “muito lentamente”.

De acordo com o técnico, o nível da água subiu 12 cm de ontem para hoje e agora faltam apenas 8 cm para sangrar. Ele explicou que a presença de vento tem provocado ondas, que ao baterem na parede do sangradouro “quase dão sinais de sangria”.

Marconi também afirmou que choveu bastante ontem e que a recarga continua acontecendo, o que pode favorecer o transbordamento ao longo do dia. Caso a sangria não ocorra nesta quinta, e com a diminuição das chuvas prevista a partir de hoje até 06/04, a expectativa é que o transbordamento aconteça apenas entre 07 e 10/04, período em que está prevista uma nova rodada de chuvas fortes.

No texto, ele destacou ainda que a água acumulada na Barragem da Farinha tem contribuído para a recarga do Jatobá “o dia todo”, por meio do canal Farinha/Jatobá, ressaltando a importância do armazenamento. “A água da sangria não beneficiará a população depois. Já a água armazenada ajudará”, afirmou.

Amanhã, sexta-feira santa, completa 51 anos e um mês do primeiro transbordamento que foi no dia 03/03/1975. 

Recarga rápida surpreende

O transbordamento em 2026 chama atenção pela velocidade da recuperação. Até o dia 27 de fevereiro deste ano, o reservatório operava com apenas 0,51% de sua capacidade, o equivalente a 130.250 metros cúbicos. Em pouco mais de um mês, o volume foi completamente restabelecido graças às chuvas intensas registradas na região.

Em novembro do ano passado, uma reportagem do Patos Online mostrou a situação crítica da barragem, com cenário de seca extrema. À época, a pouca água restante apresentava coloração esverdeada e já era considerada praticamente imprópria para o consumo humano.

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