Saúde Síndrome
Paraíba tem 80% dos leitos de UTI ocupados por pacientes com síndromes respiratórias, diz secretário de Saúde
Alta na demanda preocupa autoridades de saúde; João Pessoa decreta situação de emergência diante do aumento de casos
03/04/2026 09h00
Por: Felipe Vilar Fonte: g1 PB
Foto: Reprodução/TV Globo

A Paraíba registra um cenário de alerta na saúde pública, com cerca de 80% dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ocupados por pacientes com síndromes respiratórias. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde, Ari Reis.

De acordo com o gestor, a pressão sobre a rede hospitalar também atinge os leitos de enfermaria, que já apresentam cerca de 70% de ocupação em todo o estado. Ele destacou ainda que a procura por atendimentos triplicou na última semana.

“Os prontos atendimentos triplicaram o número de demandas nessa última semana. Precisamos dar atenção a isso e enfrentar esse período de sazonalidade, que ocorre todo ano, mas que neste ano se apresenta mais grave, para evitar a sobrecarga da rede de saúde, tanto pública quanto privada”, afirmou.

João Pessoa decreta emergência

Diante do avanço dos casos, a Prefeitura de João Pessoa decretou, na última quarta-feira (1º), situação de emergência na saúde por conta do aumento de registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida foi publicada no Diário Oficial do Município.

Segundo a gestão municipal, a decisão foi motivada pelo “crescimento expressivo de atendimentos, especialmente entre adultos e crianças, com impacto direto na demanda por leitos de UTI e suporte ventilatório”.

Com o decreto, a prefeitura poderá adotar medidas emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento, como dispensa de licitação para contratações, requisição administrativa de bens e serviços e reorganização dos fluxos assistenciais.

O decreto também prevê a mobilização de toda a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde para priorizar os casos respiratórios, além da possibilidade de criação de normas complementares para dar mais agilidade às ações.

O cenário segue sendo monitorado pelas autoridades de saúde, que alertam para a importância da prevenção e da busca por atendimento ao surgimento de sintomas mais graves, especialmente entre grupos vulneráveis.

Por Patos Online
Com informações do g1 PB