O jornalista, radialista e historiador Damião Lucena lança, em 17 de abril de 2026, às 19h, o seu novo livro: “Mãe d’Água do Romano”, com 364 páginas de pura história, trazendo a retrospectiva completa da localidade encravada na Serra do Teixeira que, antes do nome atual, chegou a ser denominada de Mariopa, Umbuzeiro e Vila do Rapa, em cuja área territorial nasceu um dos maiores nomes da poesia popular em todo o mundo, que fez história ao lado de mitos como Inácio da Catingueira, com o qual protagonizou o maior desafio cultural de que se tem notícia, com duração de dias, ao lado da primeira Igreja de Patos, precisamente no Beco da Conceição, fazendo jus ao seu nome como parte integrante do título.
A referida publicação traz a retrospectiva completa de Mãe d’Água, a partir de sua origem, colonização, aspectos históricos, geográficos, populacionais, políticos, administrativos, religiosos, culturais, econômicos, educacionais, esportivos, dentre outros. A relação com o Cangaço, a Revolução de 30 e o Coronelismo, estão enfocados com riqueza de detalhes nas narrativas e personagens que, de uma forma ou de outra, influenciaram na formação da identidade local.
Disposto a efetivar uma fonte permanente de pesquisa, o autor, atual secretário de Comunicação do município de Mãe d’Água, mesmo cargo que ocupou em Patos por quatro anos, já tem um vasto currículo na literatura, com cerca de 70 obras lançadas entre plaquetes, revistas, livros, filme e esquetes. Garante, ele, que o livro “Mãe d’Água do Romano” não é restrito a uma única localidade, visto que faz uma viagem por elementos em comum, com Teixeira e Patos, aos quais pertenceu; ligação religiosa com Imaculada, nas intercessões católicas; atrativos da corrida do ouro que atraiu pessoas inclusive de outros estados, além da narrativa de personagens, a exemplo do Negro Heleno, desertor do Cangaço, que se refugiou em seus domínios para promover um festival de desordens e assassinatos em toda a região sertaneja, chegando a provocar uma união de forças em torno de sua extinção, o que contou com figuras da capital do sertão.
A Mulher Monstro de Piancó, que ecoaria na terra de Baldo, conhecida nacionalmente por acusações de atos de assassinatos contra esposo e filhos, narrados pela revista Cruzeiro e jornal A Noite de 1954, está reproduzida em folhas da publicação, incluindo um acervo fotográfico inserido no Arquivo Nacional. Crimes emblemáticos em outras frentes, por brigas familiares e desentendimentos políticos, também fazem parte do acervo que chega ao público como um verdadeiro documento a ser consultado em todas as pesquisas relacionadas aos mais diversos assuntos. Por outro lado, traz uma série de curiosidades, a exemplo da jovem que seguiu ao Iraque, influenciada por um amigo, para ser a segunda esposa de um membro do Exército Iraquiano, em um país cuja lei permite até quatro cônjuges, de modo oficial, para os homens. Um homem vivo que já figura na porcelana do campo santo da cidade e o cemitério dos bexiguentos, testemunho real da tristeza de uma época de pandemias, também estão incluídos.
A influência local no aspecto estadual, nacional e internacional foi devidamente constada, com dados e estatísticas de órgãos oficiais, trazendo à tona os elementos necessários ao conhecimento amplo de todos os assuntos pelas gerações presentes e futuras. A solenidade de lançamento também integra o Sarau de Comemoração dos 85 anos da Escola Romano da Mãe d’Água, integrante da Rede Estadual, primeira unidade de ensino cujo nome pioneiro foi João Camboim. A solenidade com cessão de autógrafos acontecerá no Mercado Público Antônio Raimundo de Lucena (Pacífico), saudoso personagem da história de Mãe d’Água, também historiado no livro. A pré-venda, que já se aproxima da meta inicial de 200 exemplares, continua sendo feita através do pix: damiaolucena@gmail.com, ao preço de R$ 50,00.
“A nossa intenção, caso a legislação permitisse, era que a impressão tivesse sido bancada pela prefeitura, lhe competindo a distribuição com a população, abrindo mão dos nossos direitos autorais no âmbito da edição, chegando a promover uma consulta prévia ao tribunal, que orientou em contrário”. Passamos então a buscar, novamente de forma pessoal, a viabilização do projeto econômico, o que só foi possível com a pré-venda e o acordo com a gráfica que se dispôs a liberar, inicialmente, 200 exemplares, os quais farão parte do lançamento, com a entrega garantida aos que estão se antecipando dentro desta margem. Se por um lado não concordamos com a legislação que, ao nosso ver, traz alguns prejuízos para a cultura, por outro lado mantemos o entendimento de que a Lei, mesmo não sendo justa, é para ser cumprida”, assinalou o autor.
Por Assessoria