Política POLÍTICA
Prefeito afastado de Cabedelo nega irregularidades e diz estar à disposição da Justiça
Edvaldo Neto se manifesta após operação que apura suposto esquema envolvendo terceirizadas e possível ligação com organização criminosa
16/04/2026 14h00
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online com g1 PB
Foto: Instagram/Edvaldo Neto

O prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), se pronunciou pela primeira vez após deixar o cargo, por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (16). Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema envolvendo a contratação de empresas terceirizadas, que, segundo as apurações, teria possibilitado a inserção de pessoas ligadas a uma organização criminosa na administração pública, com desvio estimado em cerca de R$ 270 milhões.

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Edvaldo Neto (@edvaldonetocabedelo)

Na gravação, o gestor afirmou que não cometeu irregularidades durante sua atuação à frente da Prefeitura, nem no período em que presidiu a Câmara Municipal. Ele também declarou que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Venho com minha consciência tranquila dizer que não cometi nenhum ato ilegal à frente da prefeitura municipal, nem à frente da câmara municipal de nossa cidade. Continuarei firme, à disposição para responder a qualquer questionamento”, afirmou.

Edvaldo Neto também relatou que, desde que assumiu como prefeito interino, teria adotado medidas em conjunto com órgãos de controle e segurança para coibir possíveis atuações de organizações criminosas na gestão pública. Entre as ações mencionadas, está o envio de um projeto de lei com medidas voltadas ao enfrentamento desse tipo de prática.

Ainda segundo ele, os fatos investigados não dizem respeito ao período em que esteve como prefeito interino, mas a situações anteriores à sua gestão à frente do Executivo municipal.

Por outro lado, informações da Justiça da Paraíba apontam que o gestor teria utilizado o cargo para manter o suposto esquema de contratações investigado, que envolveria a atuação de pessoas ligadas à facção criminosa Comando Vermelho.

O caso segue em investigação pelas autoridades competentes.

Por Patos Online 
Com informações do site g1PB