Política PODER LEGISLATIVO
Prefeito eleito e afastado, Edvaldo Neto pede retorno à Câmara de Cabedelo
Parlamentar afirma que decisão visa dedicar-se à defesa em processo no Tribunal de Justiça da Paraíba
21/04/2026 05h00
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online com ClickPB
Foto: Reprodução

O prefeito eleito e afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto, protocolou nesta segunda-feira (20) um pedido de retorno à Câmara Municipal, solicitando o reassumir de seu mandato como vereador e o afastamento das funções executivas que vinha exercendo como prefeito interino.

De acordo com informações obtidas, o parlamentar formalizou o pedido junto à Casa Legislativa, alegando a necessidade de se dedicar integralmente à sua defesa no processo que tramita no Tribunal de Justiça da Paraíba.

A decisão judicial mais recente determinou o afastamento de Edvaldo Neto apenas do cargo de prefeito interino, sem atingir seu mandato como vereador. Ele havia sido eleito prefeito no último dia 12, mas foi afastado pouco mais de 24 horas após o resultado das urnas, no âmbito da Operação Cítricos, deflagrada pela Polícia Federal.

Antes da eleição, Edvaldo já ocupava a Prefeitura de Cabedelo de forma interina desde dezembro do ano passado, após a cassação dos eleitos nas eleições municipais de 2024. À época, a Justiça Eleitoral determinou a realização de um novo pleito, no qual ele acabou sendo eleito.

Após o afastamento, o político se pronunciou por meio das redes sociais, afirmando que é inocente e que não cometeu irregularidades durante sua atuação no Executivo ou no Legislativo. Segundo ele, as investigações dizem respeito a fatos anteriores ao período em que assumiu a prefeitura interinamente.

Edvaldo Neto também destacou que adotou medidas de combate à atuação de organizações criminosas na gestão municipal, incluindo o envio de ofícios a autoridades e a apresentação de um projeto de lei com o objetivo de impedir a contratação de pessoas com envolvimento com o crime organizado.

O pedido de retorno ao Legislativo ocorre enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.

Por Patos Online
Com informações do ClickPB