O futuro político individual do ex-prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, Nabor Wanderley, passa muito pelo resultado das urnas nas eleições de outubro deste ano. Isso porque Nabor interrompeu o seu quarto mandato à frente da Capital do Sertão, conquistado nas urnas em 2024, para apresentar seu nome na política estadual e dar um sobrevoo na política paraibana, tentando o mandato de senador.
Claro que, como em todo projeto, o próprio Nabor e as pessoas que o cercam trabalham com a possibilidade real de vitória, mas, como estamos tratando de uma eleição, a vitória e a derrota são possibilidades naturais que podem acontecer no resultado popular e soberano das urnas.
Mesmo havendo renunciado, Nabor está fora das eleições de 2028, porque se configuraria uma reeleição, por se tratar, o mandato de Jacob, da continuidade do mandato do próprio Nabor, conquistado no pleito municipal anterior. Por isso, é certo pensar que a participação do ex-prefeito na política de Patos, a partir de 2028 e por uma ou duas eleições municipais, pelo menos, será de forma indireta, como apoiador de luxo de seus candidatos. Senão vejamos:
Uma vez eleito, Nabor será senador por oito anos, a contar de 2027, e, até 2034, pelo menos em teoria, não deixaria o mandato de senador, em Brasília, para disputar o Palácio Clóvis Sátyro e tentar sua quinta eleição como prefeito da cidade.
Por outro lado, pergunta-se: e se perder? Bem, neste caso, é certo que não poderá participar de 2028, porque Nabor estará sem mandato eletivo, podendo assumir um cargo político nos governos federal ou estadual, e apoiará o candidato escolhido por ele e pelo grupo no próximo pleito.
A pergunta que se faz agora é: será que esse nome para 2028 seria o do prefeito Jacob Souto? Ou então, que outro nome seria apresentado? São coisas que apenas o futuro irá nos responder.
Se não for eleito, não acredito particularmente que Nabor ficará ocioso e subaproveitado na política, dada a sua experiência política e administrativa, além do prestígio nacional e estadual de seu grupo, conseguido com a ascensão do deputado Hugo Motta à presidência da Câmara, razão pela qual terá meios de articular seu novo espaço e atuação.
Em 2032, por exemplo, Nabor poderia voltar a disputar o cargo de prefeito de Patos, fato que dependeria de alguns fatores: um deles seria não apoiar a reeleição do seu eventual aliado político, se eleito em 2028; ou então ser, a exemplo de 2020, o nome escolhido por seu próprio grupo para disputar o cargo de prefeito com chances reais de vitória, por ser um candidato pronto para aquela ocasião. Salientando que esta última situação só fica com pouco respaldo em caso de vitória em 2026, pois estará cumprindo sua agenda política no Senado.
Conjecturas à parte, certo temos que a pré-candidatura de Nabor este ano é real e, num futuro próximo, virá a preocupação em escolher o nome que apoiará no próximo pleito municipal. Salientando que, no que pese a sua relação de confiança com Jacob Souto, enquanto prefeito foi, Jacob ainda depende da unção política de Nabor e de seu grupo para 2028, como candidato à reeleição. No entanto, ainda é cedo e a situação não parece muito clara.
Senador ou não, Nabor Wanderley não terá papel de coadjuvante na política patoense, uma vez que é referência histórica de seu grupo na realidade política local e, até mesmo pela falta de expoentes na política da cidade, se coloca, mesmo quando não for candidato nos pleitos municipais, como um apoiador de luxo para outras postulações.