O prefeito de Patos, Jacob Souto, afirmou que o município enfrenta um dos maiores gargalos de infraestrutura urbana da atualidade: a baixa cobertura de saneamento básico e os constantes problemas com galerias estouradas em diversos bairros da cidade. A declaração foi dada durante entrevista ao PodPatos, o Podcast do Patos Online, na última sexta-feira (24).
Segundo o gestor, atualmente Patos possui apenas cerca de 13% de cobertura de saneamento básico, índice considerado extremamente baixo diante das exigências do novo marco nacional do saneamento, que estabelece a universalização do serviço até o ano de 2033.
Jacob explicou que a responsabilidade direta pela implantação do saneamento é da Cagepa, mas reconheceu que a Prefeitura também vem sendo cobrada diariamente pela população diante dos transtornos causados por esgotos estourados e galerias obstruídas.
“Patos só tem em torno de 13% de saneamento. É muito pouco. Existe uma previsão de investimentos da ordem de R$ 88 a R$ 90 milhões para aplicação aqui, mas isso ainda resolveria apenas mais cerca de 17%. Ou seja, chegaríamos a 30%, o que ainda é muito pouco diante do que a cidade precisa”, pontuou o prefeito.
De acordo com Jacob Souto, mesmo com os recursos previstos, a solução definitiva ainda depende de forte aporte do Governo Federal e da execução das obras por parte da Cagepa para que o município consiga alcançar a universalização do sistema.
Enquanto isso, no enfrentamento dos problemas mais urgentes relacionados às galerias estouradas e esgoto acumulado nas ruas, o prefeito afirmou que a gestão municipal está reforçando o número de equipes operacionais para atuar em diferentes pontos da cidade.
Além disso, anunciou a intenção de locar um caminhão de desobstrução por pressão, equipamento semelhante ao utilizado pela Cagepa, capaz de realizar a limpeza interna das tubulações com mais rapidez e eficiência.
“Hoje ainda utilizamos métodos muito manuais, abrindo pontos da galeria para identificar onde está o entupimento. Com esse caminhão, a mangueira entra por pressão e consegue desentupir com muito mais facilidade. Queremos reduzir o tempo de resposta e tentar contornar esse problema gravíssimo”, explicou.
Jacob reconheceu que as ações anunciadas representam, inicialmente, medidas paliativas de curto prazo, mas ressaltou que a meta da administração é buscar uma solução mais duradoura para um problema histórico que afeta a saúde pública e a qualidade de vida dos patoenses.
Ouça abaixo:
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Nos últimos meses, têm se intensificado em Patos as reclamações de moradores sobre esgoto a céu aberto, mau cheiro, retorno de água poluída para dentro das residências e galerias rompidas em várias regiões da cidade, cenário que tem gerado forte cobrança por respostas imediatas.
Confira a entrevista na íntegra:
Por Patos Online