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Filho de Patos, cientista Djalma Queiroga desenvolve tecnologia para combater poluição em açudes
Pesquisador, filho do advogado Djalma Queiroga e da enfermeira Fânbia Queiroga, criou argila modificada capaz de reduzir fósforo em águas contaminadas
30/04/2026 06h00
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online
Foto: Reprodução/UEPB

Um pesquisador patoense tem se destacado no campo científico ao desenvolver uma tecnologia voltada para o combate à poluição de reservatórios. Trata-se de Djalma Queiroga, doutor em Engenharia Civil e atualmente doutorando em Engenharia Ambiental, que apresentou uma solução inovadora para tratar águas eutrofizadas — aquelas com excesso de nutrientes e proliferação de algas.

Filho do advogado Djalma Queiroga e da enfermeira Fânbia Queiroga, o cientista ganhou destaque após a divulgação de imagens e reportagens sobre sua pesquisa, realizada no âmbito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

A pesquisa desenvolvida por Djalma Queiroga consiste na criação de uma argila modificada, com capacidade de capturar fósforo presente na água — elemento responsável pela proliferação de algas que causam o fenômeno da eutrofização.

Segundo o pesquisador, a técnica busca atuar diretamente na raiz do problema. Ele explica que o fósforo é o principal nutriente utilizado pelas algas para crescer e, ao ser removido do ambiente aquático, impede o desenvolvimento dessas espécies, contribuindo para o equilíbrio da água.

A argila utilizada no estudo é do tipo bentonita, abundante na região, o que torna a solução mais acessível e sustentável. De acordo com o cientista, além de apresentar eficiência semelhante ou até superior a métodos já existentes, a tecnologia também evita a geração de resíduos indesejáveis no meio ambiente.

Testes realizados em laboratório demonstraram a eficácia do método. Em experimentos comparativos, a água tratada com a argila apresentou significativa redução na presença de fósforo, evidenciada inclusive por mudanças na coloração das amostras.

A pesquisa é desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental da UEPB e já teve pedido de patente solicitado por meio da Agência de Inovação Tecnológica da instituição.

A tecnologia ainda está em fase de ampliação de escala, mas já é vista como uma alternativa promissora para o tratamento de reservatórios, especialmente no Nordeste, onde a escassez hídrica e a eutrofização são problemas recorrentes.

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