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Após reunião de três horas com Trump, Lula deixa a Casa Branca sem declaração conjunta
Presidentes discutiram segurança, comércio e minerais estratégicos durante encontro em Washington
07/05/2026 15h30
Por: Higor Oliveira Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução/Instagram @lulaoficial

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump se reuniram nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington, em um encontro marcado por discussões sobre segurança pública, relações comerciais e cooperação internacional.

A agenda entre os dois líderes durou cerca de três horas, somando uma reunião reservada no Salão Oval e um almoço oficial. Lula deixou a Casa Branca por volta das 15h17, no horário de Brasília.

O presidente brasileiro chegou ao local no início da tarde e foi recepcionado por Trump em cerimônia oficial na entrada da sede do governo norte-americano. Após o encontro privado, havia previsão de uma declaração conjunta à imprensa, mas a agenda foi alterada e o pronunciamento acabou cancelado. Ainda assim, Lula deve conceder entrevista coletiva na embaixada brasileira.

Segundo integrantes do governo brasileiro, a principal pauta da reunião foi a proposta de cooperação entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado transnacional, incluindo ações contra tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.

Também estiveram entre os temas debatidos as tarifas comerciais e o interesse dos Estados Unidos nos chamados minerais críticos e terras raras, área considerada estratégica e na qual o Brasil possui grandes reservas minerais.

O encontro ocorreu sete meses após a última reunião entre Lula e Trump, realizada na Malásia. Para a visita oficial, o presidente brasileiro esteve acompanhado de ministros das áreas econômica, diplomática, energética e de segurança pública, além do diretor-geral da Polícia Federal.

Do lado norte-americano, participaram integrantes do alto escalão da Casa Branca, incluindo o vice-presidente JD Vance e representantes das áreas de comércio e economia.

O governo brasileiro também acompanha com cautela a possibilidade de autoridades norte-americanas classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O Palácio do Planalto avalia que a medida poderia abrir margem para interferências externas no país.

Por Patos Online
Com informações do Metrópoles