Brasil CASO MASTER
PF avalia concluir investigação do Banco Master sem delação de Vorcaro
Novas provas reunidas na Operação Compliance Zero fortaleceram o inquérito e ampliaram o foco sobre aliados políticos e operadores financeiros ligados ao esquema investigado
10/05/2026 20h00
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online com Metrópoles
Foto: Agência O Globo

A Polícia Federal avalia concluir o inquérito sobre a fraude bilionária envolvendo o Banco Master mesmo sem um acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro. A avaliação ganhou força após a quinta fase da Operação Compliance Zero, que trouxe novos elementos considerados relevantes para a investigação.

Entre os materiais analisados pela PF estão celulares, computadores e documentos apreendidos durante a operação, além da prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro e apontado como integrante do núcleo financeiro do esquema.

As investigações também avançaram sobre figuras políticas ligadas ao caso, incluindo o senador Ciro Nogueira, alvo de mandados de busca e apreensão na última fase da operação. Segundo a PF, mensagens interceptadas mencionam supostos repasses mensais que poderiam chegar a R$ 500 mil ao parlamentar, além do pagamento de despesas pessoais e viagens.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal avaliam que a proposta de colaboração apresentada pela defesa de Vorcaro pode não trazer informações inéditas suficientes para justificar o acordo. Investigadores também apontam que o banqueiro estaria tentando uma “colaboração seletiva”, sem detalhar completamente o destino de recursos investigados.

Caso a delação não seja aceita, Daniel Vorcaro deve permanecer preso preventivamente enquanto o processo segue em tramitação judicial. Ele está detido desde março, quando foi alvo da terceira fase da operação.

Além de Ciro Nogueira, a investigação cita outros nomes ligados ao esquema. Entre eles estão Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão do senador e administrador de uma empresa apontada pela PF como usada em movimentações financeiras suspeitas, e Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, apontado como operador financeiro responsável pela inserção de dinheiro em espécie no sistema formal.

As autoridades também não descartam novas fases da Operação Compliance Zero. O inquérito segue em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça.

Por Patos Online
Com informações do Metrópoles