Brasil CASO MASTER
PF apura suposto uso de recursos de Vorcaro para financiar Eduardo Bolsonaro nos EUA
Investigação analisa se valores ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro teriam sido usados para custear despesas e articulações políticas do ex-deputado nos Estados Unidos.
14/05/2026 16h30 Atualizada há 2 horas
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online com Metrópoles
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal investiga se recursos doados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro teriam sido desviados para financiar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Segundo as apurações, os investigadores analisam se parte do dinheiro teria sido utilizada não apenas para despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro, que vive com a família nos EUA desde março de 2025, mas também para custear articulações políticas junto ao governo do presidente Donald Trump.

Uma das linhas da investigação busca identificar se os recursos tiveram relação indireta com ações de lobby contra autoridades brasileiras, incluindo movimentações ligadas a sanções internacionais e medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

O caso também envolve repasses destinados ao filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro. Reportagem do portal Intercept Brasil revelou mensagens e um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro solicita apoio financeiro de Daniel Vorcaro para o projeto.

De acordo com a publicação, o contrato de patrocínio poderia chegar a R$ 134 milhões, embora cerca de R$ 61 milhões tenham sido efetivamente pagos entre fevereiro e maio de 2025.

Parte dos valores teria sido transferida para um fundo sediado no Texas, nos Estados Unidos, ligado a aliados de Eduardo Bolsonaro. A movimentação chamou atenção da Polícia Federal, principalmente após integrantes da produção do filme negarem oficialmente o recebimento de recursos do banqueiro.

O caso segue sob investigação no âmbito das apurações envolvendo o Banco Master e a Operação Compliance Zero.

Por Patos Online
Com informações do Metrópoles