A mãe da estudante Evelyn Priscila, de 14 anos, procurou o Patos Online nesta sexta-feira (22) para relatar as dificuldades enfrentadas na tentativa de transferir a filha para uma escola mais próxima de sua residência, no bairro do Morro, em Patos.
Segundo Erika Francisca, mãe da adolescente, a jovem é portadora de urticária crônica, uma condição dermatológica que provoca reações recorrentes e que, de acordo com a família, é agravada por fatores como exposição ao sol, ansiedade, emoções intensas e deslocamentos prolongados.
Atualmente, Evelyn está matriculada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Aristides Hamad Timene, no bairro Santo Antônioa. Apesar de elogiar a instituição, seus professores e a direção, a mãe afirma que o trajeto diário entre a residência da família e a escola tem contribuído para o agravamento do quadro de saúde da filha.
“Minha filha faz tratamento uma vez por mês e vive em crise. Ela não aguenta mais o deslocamento. Desde o ano passado eu tento conseguir uma vaga no CIEP I, que fica praticamente atrás da minha casa, mas até agora não consegui”, relatou.
De acordo com Erika, diversos pedidos já foram apresentados à direção da escola pretendida, acompanhados de laudos médicos que atestam a condição de saúde da adolescente. No entanto, segundo ela, a justificativa apresentada para a negativa da transferência tem sido a inexistência de vagas.
A mãe informou ainda que buscou apoio junto ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que acompanha o caso. Conforme o relato, um novo pedido deverá ser encaminhado à Prefeitura de Patos para reavaliação da situação.
“Não estou pedindo favor. Estou lutando pelo direito da minha filha de estudar em uma escola mais próxima, que permita que ela continue o tratamento e tenha condições de frequentar as aulas sem comprometer ainda mais a saúde”, afirmou.
Erika também relatou que, devido às constantes crises provocadas pela urticária crônica, a filha está atualmente sem frequentar a escola.
“Ela não pode se expor ao sol, não pode passar por situações que provoquem ansiedade ou estresse. Quando precisa se deslocar para a escola, acaba entrando em crise. É uma situação muito difícil para ela e para toda a família”, disse.
A urticária crônica é uma condição caracterizada pelo surgimento recorrente de lesões avermelhadas na pele, acompanhadas de coceira intensa e, em alguns casos, inchaços, podendo impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
O Patos Online tentou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Educação de Patos ao longo desta sexta-feira (22), mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação da pasta.
Por Patos Online