Durante entrevista concedida ao PodPatos, podcast do Patos Online, neste sábado (23), o senador e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Efraim Filho, afirmou que o abastecimento de água será a principal prioridade de uma eventual gestão estadual sob seu comando.
Ao abordar os desafios hídricos enfrentados pelo Sertão paraibano, o parlamentar destacou a necessidade de concluir obras estruturantes que, segundo ele, permanecem inacabadas há vários anos.
“A água é vida. A água será a minha prioridade número um de governo. Fazer o que o governo deixou de fazer e terminar o que não conseguiu concluir”, declarou.
Efraim defendeu que a conclusão de obras públicas paralisadas deve ser tratada como prioridade, independentemente da gestão responsável pelo início dos projetos. Segundo ele, a interrupção de empreendimentos representa desperdício de recursos públicos e prejuízos diretos para a população.
“Tem obra de diferentes governos que ainda não foi concluída. Dinheiro público não pode ser desperdiçado. Minha prioridade será concluir obras em andamento que estejam paralisadas, seja por burocracia ou por falhas administrativas”, afirmou.
Durante a entrevista, o senador citou a necessidade de revitalização da adutora Coremas-Sabugi responsável pelo abastecimento de Patos e de diversos municípios do Sertão, além de mencionar a importância do Ramal Piancó, integrante do terceiro eixo da transposição do Rio São Francisco.
Segundo Efraim, a demora na execução de algumas dessas obras estaria relacionada a problemas de planejamento e execução dos projetos.
“O que mais me preocupa é que algumas dessas obras não avançam por falhas administrativas. Já houve licitação frustrada e problemas nos projetos. Enquanto isso, quem sofre é a população que depende da água”, disse.
O senador também destacou que a seca é um fenômeno recorrente no Semiárido e defendeu a adoção de políticas permanentes para garantir segurança hídrica à população.
Ao lembrar períodos críticos enfrentados pela região quando o sistema de Coremas chegou a níveis muito baixos, Efraim afirmou que o foco deve estar em soluções estruturantes e não apenas em medidas emergenciais.
“A seca é um fenômeno natural. O problema é não saber conviver com ela. Carro-pipa, cisternas e perfuração de poços são importantes em momentos emergenciais, mas precisamos de obras estruturantes para evitar que situações como as do passado voltem a acontecer”, ressaltou.
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Por Patos Online