O delegado Braz Morrone e os dois agentes da Polícia Civil presos durante a Operação Perfídus, deflagrada nesta terça-feira (2) em João Pessoa, serão afastados de suas funções e poderão ser desligados da corporação. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes.
A operação investiga uma suposta organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Segundo as investigações, agentes públicos teriam utilizado suas funções para favorecer integrantes do grupo criminoso.
De acordo com Jean Nunes, além das medidas judiciais já adotadas, como prisões, buscas e apreensões e afastamento das atividades, a Secretaria de Segurança também dará andamento às providências administrativas.
Segundo o secretário, a Corregedoria da Polícia Civil já iniciou os procedimentos para apurar a atuação dos investigados, podendo resultar na expulsão dos servidores dos quadros da instituição.
A Operação Perfídus cumpriu nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados.
Entre os policiais presos estão o delegado Braz Morrone, titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), além dos agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba” ou “Bombado”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”.
As investigações apontam que integrantes do grupo tinham acesso a informações sigilosas relacionadas a imóveis, veículos e operações policiais, que seriam repassadas a traficantes.
Também foram presos durante a operação João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza (“Galinha”), José Alexandrino de Lira Júnior (“Júnior Lira”), Vanessa Dantas Fernandes e Dankennedy Vieira Brito da Silva (“Babau”).
As defesas dos investigados não haviam se manifestado até a última atualização do caso.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB