Mundo JUSTIÇA
Justiça dos EUA aceita atuação da AGU e suspende pedido de revelia contra Alexandre de Moraes
Decisão permite participação formal do governo brasileiro na ação movida por empresas ligadas a Donald Trump e dá prazo para resposta ao pedido de extinção do processo
23/06/2026 22h30
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online com Metrópoles
Foto: Gustavo Moreno/SCO/STF

A Justiça dos Estados Unidos autorizou a participação formal da Advocacia-Geral da União (AGU) na ação movida pela Trump Media e pela plataforma Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e suspendeu a análise do pedido de revelia apresentado pelas empresas.

A decisão foi assinada nesta terça-feira (24) pela juíza Mary Scriven, da Corte Distrital da Flórida. A magistrada também adiou a análise do pedido apresentado pela AGU para extinguir o processo.

Ao aceitar a intervenção do governo brasileiro, a Justiça norte-americana interrompeu a tramitação do pedido de revelia protocolado pelas empresas, que buscavam uma decisão favorável diante da ausência de manifestação direta de Moraes na ação.

Na decisão, a juíza afirmou que, como o Brasil sustenta ser a parte legítima para atuar no processo, também determinou a suspensão da medida que poderia levar à decretação da revelia do ministro.

Além disso, Scriven estabeleceu prazo de 14 dias para que a Trump Media e a Rumble apresentem resposta ao pedido de extinção da ação. A AGU argumenta que Alexandre de Moraes agiu no exercício de suas funções como integrante do Supremo Tribunal Federal e, por isso, não pode ser processado individualmente perante a Justiça norte-americana.

Empresas acusam Moraes de censura

A ação foi apresentada pela plataforma de vídeos Rumble em conjunto com a Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As empresas alegam que decisões do ministro Alexandre de Moraes configuram censura ilegal contra conteúdos publicados por usuários alinhados à direita brasileira, entre eles o influenciador Allan dos Santos.

O processo também pede que ordens judiciais expedidas pelo ministro para bloqueio de contas e conteúdos não produzam efeitos em território norte-americano.

Em fevereiro deste ano, Moraes determinou a suspensão da plataforma Rumble no Brasil por descumprimento de decisões judiciais. Na ocasião, o ministro afirmou que a rede vinha sendo utilizada para disseminação de notícias falsas e ataques às instituições democráticas, destacando que empresas que operam no país devem cumprir a legislação brasileira.

Por Patos Online
Com informações do Metrópoles