Policial GUARDIÃO DIGITAL
Polícia Federal prende homem em flagrante durante operação contra armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil na Paraíba
Mandado de busca e apreensão foi cumprido em João Pessoa; investigação apura armazenamento de imagens e vídeos com exploração sexual de crianças e adolescentes
30/06/2026 09h43 Atualizada há 2 horas
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a Operação Guardião Digital XIII, com o objetivo de combater o armazenamento de imagens e vídeos contendo abuso sexual infantojuvenil. A ação foi realizada em João Pessoa e resultou na prisão em flagrante de um investigado.

Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Estadual da Paraíba, além da determinação judicial para quebra do sigilo telemático do suspeito.

Segundo a Polícia Federal, o homem foi preso em flagrante por armazenar arquivos contendo exploração sexual de crianças. Os equipamentos eletrônicos apreendidos serão submetidos à perícia para auxiliar no aprofundamento das investigações.

A Operação Guardião Digital XIII integra um conjunto de ações estratégicas voltadas ao enfrentamento de crimes que atentam contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes, em conformidade com o princípio da proteção integral previsto na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Em nota, a Polícia Federal destacou que, embora a legislação brasileira ainda utilize o termo "pornografia" em dispositivos do ECA, a comunidade internacional recomenda a utilização das expressões "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual de crianças e adolescentes", por refletirem de forma mais adequada a gravidade da violência sofrida pelas vítimas.

Orientação aos pais e responsáveis

A Polícia Federal também reforçou a importância do acompanhamento das atividades de crianças e adolescentes no ambiente virtual e no cotidiano. Entre as orientações estão o monitoramento do uso de redes sociais, jogos e aplicativos, o diálogo sobre os riscos da internet e a atenção a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou excesso de sigilo em relação ao uso de dispositivos eletrônicos.

A instituição ressalta ainda que é fundamental ensinar crianças e adolescentes a reconhecer abordagens inadequadas e a procurar ajuda sempre que se sentirem em situação de risco.

Por Patos Online
Com informações da PF