O Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou a candidatura de Fernando Haddad ao Governo do Estado de São Paulo. A decisão foi tomada durante convenção realizada neste sábado (25), em Campinas (SP).
Na convenção, também ficou definida a candidatura de Márcio França (PSB) para vice-governador, na chapa com Haddad. Mais 90 deputados estaduais e 56 deputados federais foram confirmados pelo PT.
O evento também serviu para oficializar a Federação PT/PcdoB/PV. O PCdoB e o PV, na quinta (23) e sexta-feira (24), respectivamente, já haviam feito uma convenção individual, de cada partido, como preparação para convenção da federação neste sábado.
Além de Haddad e França, estiveram presentes o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e as pré-candidatas ao Senado Federal Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Haddad é advogado e professor de ciência política, e vai disputar o cargo pela segunda vez. Ele já foi prefeito da cidade de São Paulo e era ministro da Fazenda até março deste ano.
No discurso, Fernando Haddad fez críticas à gestão do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
"Qual é a disputa que a gente faz com o Tarcísio? O que é possível disputar com ele, se tudo está indo para trás e ele não é cobrado por nenhum resultado? Na segurança, na saúde e na educação, população em situação de rua. Esse que disse que acabou com a Cracolândia aumentou em 82%, segundo a Fundação Seade, como é que alguém bate no peito para falar desses indicadores?", afirmou.
Haddad também atacou as privatizações da Sabesp e das linhas de trem no estado.
"As privatizações feitas a toque de caixa, tanto a Sabesp quanto o Metrô, CPTM entregues a empresas sem a menor experiência nesses ramos de atividade. E a água está faltando na torneira, quando chega, chega suja, e a conta d'água subindo todo ano, ao contrário do que ele próprio prometeu", citou.
Já o presidente Lula disse durante o pronunciamento que acredita que este eleição será inédita no sentido de que, segundo ele, adversários políticos usarão inteligência artificial para inventar mentiras.
"Esta eleição talvez seja a primeira eleição no Brasil em que os adversários, por não terem tamanho, não terem biografia, por não terem proposta, vão fazer o uso da inteligência artificial para tentar ludibriar a boa-fé do povo de São Paulo. É importante repetir isso. Os nossos adversários vão trabalhar muito nas redes digitais, com inteligência artificial, para inventar coisas que eles não fizeram. A base da sustentação da campanha deles é uma coisa chamada mentira."
O presidente também abordou as biografias dos candidatos e pré-candidatos no evento, especialmente em relação a Tebet e França, que chegaram a fazer oposição a ele em outros momentos.
"Ela [Tebet] fez uma opção na campanha presidencial em 2022. Ela foi nossa adversária, mas me tratou com muito respeito no debate e eu a tratei com muito respeito. O resultado de ter esse respeito é que depois das eleições, ela imediatamente anunciou apoio à nossa candidatura e foram os poucos percentual que ela teve, que ajudou a gente chegar à Presidência da República em 2023."
Fonte: g1 SP