Policial INVESTIGAÇÃO
Adolescente investigado por morte em hotel de João Pessoa alegou temor de exposição antes do homicídio, afirma advogado
Advogado detalhou versão apresentada pelo jovem após interrogatório; Polícia Civil da Paraíba informou que o suspeito será transferido para João Pessoa.
27/07/2026 23h20 Atualizada há 20 minutos
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
Foto: reprodução

Novas informações vieram à tona sobre a investigação da morte de Washington Rodrigo, de 33 anos, encontrado sem vida em um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Em entrevista concedida à jornalista Jaceline Marques, após o interrogatório do adolescente de 17 anos suspeito do crime, o advogado Ariolan Fernandes apresentou a versão relatada por seu cliente sobre o que teria acontecido no interior do quarto.

Segundo o advogado, o adolescente confessou a autoria do homicídio e afirmou que contratou Washington Rodrigo para um encontro homossexual. De acordo com a versão apresentada à defesa, as algemas utilizadas durante o encontro pertenciam ao próprio adolescente e fariam parte de um fetiche consensual.

O advogado relatou que, em determinado momento, o adolescente teria se sentido ameaçado após acreditar que sua identidade e o encontro poderiam ser expostos. Conforme a narrativa apresentada, essa suposta ameaça teria motivado a sequência de atos que culminou na morte da vítima por estrangulamento.

Ainda de acordo com Ariolan Fernandes, após Washington já estar algemado, o adolescente utilizou uma arma de airsoft para intimidá-lo e exigiu acesso ao telefone celular da vítima, com o objetivo de verificar se havia mensagens, fotografias ou qualquer registro do encontro enviado a terceiros.

Questionado sobre a possibilidade de o crime ter sido cometido para evitar o pagamento pelo programa, o advogado afirmou que essa é uma hipótese que não pode ser descartada, mas ressaltou que dispõe apenas da versão apresentada pelo adolescente e que a motivação será esclarecida ao longo das investigações.

Durante a entrevista, a defesa também informou que o jovem se autodenominava missionário, pregador e pastor, embora nunca tenha sido ordenado oficialmente. Segundo o advogado, ele trabalhava com marketing digital, realizava palestras e havia viajado para João Pessoa para participar de um evento religioso.

Ariolan Fernandes confirmou ainda que o adolescente possui histórico de atos infracionais, incluindo um caso análogo à violência doméstica contra um familiar e outro relacionado à perseguição (stalking) contra um professor.

 
 
 
 
 
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Transferência para a Paraíba

Em nota, a Polícia Civil da Paraíba informou que o adolescente se apresentou espontaneamente à Delegacia de Polícia de Caicó, no Rio Grande do Norte, cidade onde reside. Equipes da corporação se deslocaram ao município para realizar a transferência do suspeito para a Cidade da Polícia Civil, em João Pessoa, onde o caso seguirá sendo investigado.

A instituição também informou que o delegado superintendente Cristiano Santana concederá entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (28), quando deverá apresentar novos detalhes sobre a investigação.

A Polícia Civil segue apurando a dinâmica, a motivação e todas as circunstâncias do homicídio.

Por Patos Online