O suboficial da reserva da Marinha Antonio Luis Alves de Sena, flagrado por câmeras de segurança agredindo o próprio filho cadeirante em um condomínio no bairro do Bessa, em João Pessoa, foi denunciado à Marinha pela administração do residencial onde mora.
A denúncia, obtida pelo g1, é acompanhada de um dossiê com documentos e registros sobre o comportamento do militar da reserva. No material, o condomínio relata um suposto histórico de condutas inadequadas, classificadas como risco à segurança coletiva, especialmente em razão do alegado porte de arma de fogo.
A TV Cabo Branco informou que procurou a Capitania dos Portos da Paraíba, responsável por receber a denúncia. Em resposta, a autoridade portuária informou que o caso foi encaminhado ao setor competente e que deverá se manifestar no prazo de até cinco dias úteis.
Entre os documentos anexados ao dossiê está um laudo extraído de um processo público que menciona diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada em nível grave, além de sentimento de perseguição e dificuldade de adaptação a situações de estresse.
O documento também relata que, em um registro datado de 6 de junho de 2026, o militar teria chegado ao condomínio durante a madrugada aparentando ter ingerido bebida alcoólica. Segundo a denúncia, as imagens mostram um volume na cintura que seria compatível com uma arma de fogo. Na mesma data, conforme o dossiê, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência relacionada a um suposto surto psicológico.
O caso ganhou repercussão após imagens do circuito interno de segurança registrarem o momento em que Antonio Luis Alves de Sena agride o filho cadeirante com socos em uma área comum do condomínio, por volta da 1h da madrugada da última quarta-feira (29).
Após a divulgação das imagens nas redes sociais, o suboficial da reserva se apresentou espontaneamente à Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, em João Pessoa. Segundo informações da Rádio CBN João Pessoa, ele optou por não conceder entrevistas por orientação jurídica e afirmou estar abalado com a repercussão do caso.
A Polícia Civil informou que o homem já era alvo de relatos de moradores por supostas ameaças e intimidações dentro do condomínio, além de denúncias de que costumava andar armado.
Nesta quinta-feira (30), a Polícia Civil confirmou que foi registrado um boletim de ocorrência e determinada a instauração de investigação para apurar as agressões registradas pelas câmeras de segurança. O caso segue em investigação.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB