Em uma reviravolta na corrida presidencial, Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, registrou candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste sábado (15/8).
O registro ocorreu após uma decisão liminar da Justiça Eleitoral que autorizou a filiação provisória de Marçal ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).
O Metrópoles teve acesso a ata da reunião do PRTB, que ocorreu na tarde deste sábado (15/8), duas horas antes do prazo final de registro das candidaturas juntos ao TSE.
Leonardo Avalanche, presidente nacional do partido, comandou a reunião. Participaram, ainda, os membros da Comissão Executiva Nacional: Loestino Alves de Sousa; Paulo Marcos Borges dos Santos; Elizangela Pamela Gonzaga do Nascimento; e Mayron André de Araújo Sousa.
No encontro, Avalanche apresentou os termos de renúncia da chapa formada por ele e Dalma Regina, candidata a vice-presidente, para as eleições de 2026.
O presidente, então, indicou como substituto Pablo Marçal o posto de candidato à presidência da República. Além disso, Avalanche se colocou à disposição para concorrer como candidato a vice.
Os membros presentes na reunião, que ocorreu em Brasília (DF), aprovaram a mudança na chapa por unanimidade.
Entenda por que Pablo Marçal está inelegível
A liminar deste sábado (15/8) permite que o Marçal avance no processo de candidatura enquanto a Justiça analisa se a filiação, registrada retroativamente, atende aos requisitos legais.
Pela legislação eleitoral, para disputar uma eleição, o candidato precisa estar filiado ao partido pelo qual pretende concorrer pelo menos seis meses antes da votação. Neste ano, o prazo terminou em 4 de abril.
Segundo o documento obtido pelo Metrópoles, Marçal afirma que sua filiação ao PRTB foi aprovada pela direção nacional justamente nessa data. O registro, porém, não foi incluído no sistema da Justiça Eleitoral. A defesa atribui o atraso a disputas internas no partido, que teriam dificultado o acesso ao sistema usado para registrar as filiações.
Pablo Marçal declarou R$ 7,418 bilhões em patrimônio. O patrimônio declarado neste ano é 43,8 vezes maior que os R$ 169,5 milhões informados por Marçal em 2024, quando foi candidato a prefeito de São Paulo. A diferença é de R$ 7,249 bilhões, o que representa aumento de 4.276,5%.
A maior parcela dos bens declarados em 2026 está concentrada em uma aplicação de renda fixa no Banco Itaú, informada por R$ 6,791 bilhões. O valor corresponde a 91,6% de todo o patrimônio declarado pelo candidato.
Marçal também informou um terreno urbano em Santana de Parnaíba (SP), avaliado em R$ 490 milhões, e R$ 80 milhões referentes a 80% da Aviation Participações Ltda.
Entre os demais bens estão a participação de 50% na Marçal Holding Ltda., declarada por R$ 19,87 milhões; uma participação societária de 75%, avaliada em R$ 9,23 milhões; e 90% da Marçal Participações Ltda., registrada por R$ 2,55 milhões.
A declaração inclui ainda R$ 6,64 milhões em fundo de investimento do Banco Safra, R$ 6,42 milhões em fundo de infraestrutura do Itaú, R$ 4,9 milhões em Letra Imobiliária Garantida do Itaú e R$ 4,65 milhões em fundo de investimento imobiliário. Também aparecem outras aplicações financeiras, fundos, contas bancárias e uma fração de terreno recebida em dação em pagamento em Pirenópolis (GO), avaliada em R$ 964,7 mil.
Na declaração apresentada para a eleição municipal de 2024, Marçal informou R$ 80 milhões referentes à Aviation Participações, R$ 49,2 milhões em aplicações no Banco Itaú, R$ 19,2 milhões em Letra Imobiliária Garantida do Itaú e R$ 13,4 milhões em aplicações no Banco Safra. O terreno urbano localizado na Fazenda Tamboré Residencial Dois foi declarado por R$ 4,9 milhões.
Fonte: Metrópoles