A Justiça concedeu, neste sábado (22), liberdade provisória a Romero Andrade, preso em flagrante após uma confusão durante uma atividade de campanha do ex-governador e candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT), na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa.
A decisão foi proferida pela juíza Silse Maria da Nóbrega Torres, plantonista da 1ª Vara de Garantias de João Pessoa. Ao analisar o caso, a magistrada considerou que o delito atribuído ao investigado foi praticado “sem violência ou grave ameaça”.
Na decisão, a juíza também destacou que Romero é primário, possui residência fixa, trabalho regular e vínculos familiares. Segundo ela, não foram identificados motivos que justificassem a decretação da prisão preventiva.
Apesar de determinar a soltura, a Justiça impôs medidas cautelares ao investigado. Romero está proibido de mudar de endereço sem comunicação prévia à Justiça e deverá manter distância mínima de 300 metros do comitê do PT, localizado na Praça da Paz, e de 500 metros de Ricardo Coutinho.
O investigado deverá ainda comprovar à Justiça, no prazo máximo de dez dias, o cumprimento das medidas determinadas.
Romero Andrade foi preso na noite da sexta-feira (21), após, segundo relatos apresentados à Polícia, tentar se aproximar do comitê de campanha de Ricardo Coutinho portando um simulacro de arma de fogo e uma faca.
Testemunhas relataram que o homem teria feito ameaças ao ex-governador. Imagens registradas antes da confusão mostram Romero filmando a própria aproximação ao ato político e proferindo críticas e ofensas contra o candidato.
Em determinado momento, apoiadores de Ricardo Coutinho entraram em discussão com o homem e conseguiram contê-lo. Um policial à paisana que estava nas proximidades realizou a prisão, enquanto a Guarda Municipal de João Pessoa acompanhou a ocorrência e conduziu o suspeito à Central de Polícia Civil.
Posteriormente, foi constatado que a suposta pistola era, na realidade, um simulacro.
Ricardo Coutinho também compareceu à Central de Polícia Civil, acompanhado de assessores e aliados políticos, e registrou um boletim de ocorrência.
Na ocasião, o ex-governador afirmou que ouviu ameaças enquanto discursava para apoiadores e que foi informado de que o homem estaria armado.
“Na hora que eu estava falando, essa pessoa, que eu não conheço, começou a gravar e, ao mesmo tempo, me caluniar, me difamar. Dizia que eu era bandido, que ia me matar”, relatou Ricardo.
A defesa de Romero Andrade confirmou a prisão em flagrante, mas negou as acusações.
O episódio também repercutiu entre candidatos ao Governo da Paraíba. Lucas Ribeiro, Cícero Lucena e Efraim Filho publicaram manifestações repudiando qualquer forma de violência ou intimidação durante o processo eleitoral e defenderam que as divergências políticas sejam resolvidas por meio do diálogo.
Com a decisão deste sábado, Romero responderá ao caso em liberdade, desde que cumpra as medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Por Patos Online