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Em sabatina na Globo, Flávio nega irregularidades envolvendo Vorcaro em filme sobre Bolsonaro e diz: “contrato não cabe a mim“
Candidato à Presidência afirmou que não houve irregularidade na captação de recursos para “Dark Horse” e disse que sua participação se limitou à autorização do uso da imagem e à busca por investidores
29/08/2026 00h55
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
Foto: Reprodução/TV Globo

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante sabatina no Jornal Nacional, nesta sexta-feira (28), que não há irregularidade em sua participação na busca de recursos privados para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo Flávio, a captação de recursos para o longa ocorreu de forma privada e não envolveu dinheiro público.

“Não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para um filme do próprio pai”, afirmou. O candidato também declarou que não houve qualquer contrapartida ao investidor em razão de sua atuação como senador da República.

Flávio ressaltou ainda que não recebeu pessoalmente os recursos destinados à produção e negou que o projeto tenha utilizado verbas públicas ou recursos provenientes da Lei Rouanet.

“Eu não fui buscar dinheiro em Lei Rouanet, não fui buscar dinheiro em recursos públicos. E esse foi um patrocínio, na verdade, que não tem e não teve nenhuma transferência para Flávio Bolsonaro. É um patrocínio para um filme privado sobre o meu pai”, declarou.

Candidato evita dizer se tornará contrato público

Durante a entrevista, Flávio também foi questionado sobre o contrato relacionado ao financiamento do filme e se pretende torná-lo público. O candidato, porém, evitou assumir o compromisso de divulgar o documento.

Ele afirmou que sua participação na produção teria sido autorizar o uso da própria imagem e buscar investidores, enquanto a responsabilidade pelo contrato caberia a outras partes.

“A minha parte nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem e captar investidores. O contrato não cabe a mim”, declarou.

O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria repassado R$ 61 milhões para a produção do filme sobre Jair Bolsonaro. Questionado sobre sua relação com o banqueiro e sobre uma mensagem na qual afirmou que estaria “sempre” com Vorcaro, Flávio disse que se tratava de uma relação privada relacionada ao financiamento da produção.

“É importante separar o tipo de relação privada que envolve esse patrocínio para um filme”, afirmou.

O candidato voltou a negar qualquer contrapartida em favor do investidor e disse ter interesse na transparência do caso.

“Não teve absolutamente nenhuma contrapartida da minha parte de favorecê-lo de alguma forma”, declarou.

Flávio afirmou ainda que as informações sobre o financiamento já foram divulgadas pela imprensa e comparou o contrato a um documento que estaria disponível para consulta.

“Tudo já veio à tona pela imprensa”, disse.

 
 
 
 
 
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A sabatina de Flávio Bolsonaro foi a quinta realizada pelo Jornal Nacional com candidatos à Presidência da República nesta semana. Neste sábado (29), o programa entrevista Augusto Cury (Avante).

Por Patos Online