O candidato ao Senado pela Paraíba Marcelo Queiroga (PL) afirmou que possui “posições claras” e “lado definido” na disputa eleitoral de 2026. A declaração foi feita neste sábado (29), durante a abertura da sabatina com candidatos ao Senado promovida pelo Patos Online, com retransmissão pela Rádio Espinharas.
Durante a entrevista, Queiroga reforçou seu posicionamento político alinhado à direita e afirmou que não pretende adotar uma postura de aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em busca de votos.
“Eu tenho posições claras e tenho lado definido. Quando eu estou de um lado, eu estou de um lado. Não fico com essa conversa de querer enganar as pessoas. Eu não tenho rabo preso”, declarou.
Ao criticar a atual conjuntura política nacional, o candidato fez ataques ao presidente Lula e também questionou a relação entre integrantes dos Poderes da República. O candidato apresentou sua candidatura como uma alternativa para o eleitorado de direita na Paraíba.
“Eu não quero foto com o Lula. De jeito nenhum. A direita tem a nossa candidatura. O único candidato de Jair Messias Bolsonaro. É fácil”, afirmou, fazendo referência à estratégia de votação defendida por setores bolsonaristas nas eleições.
Marcelo Queiroga também direcionou críticas aos demais candidatos que disputam as duas vagas ao Senado pela Paraíba. Sem citar nominalmente todos os adversários, o ex-ministro da Saúde afirmou que a disputa estaria marcada por uma “briga” entre grupos políticos.
“Essa briga fratricida não traz nada para a Paraíba, absolutamente nada”, declarou.
Queiroga também fez referência às recentes acusações envolvendo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que protagonizaram uma troca de críticas durante a campanha.
O candidato do PL mencionou a acusação de que prefeitos paraibanos estariam sendo pressionados politicamente por meio do Tribunal de Contas da União (TCU), presidido por Vital do Rêgo, irmão de Veneziano.
“Não fazem nada, só fazem encher o estado de outdoor. Inclusive o presidente da Câmara disse que esse dos outdoors estava fazendo isso porque estava coagindo os prefeitos, ameaçando os prefeitos no TCU”, afirmou.
As acusações mencionadas por Queiroga foram feitas publicamente por Hugo Motta, mas são objeto de contestação por Veneziano, que chegou a desafiar o presidente da Câmara e Nabor Wanderley a apresentarem um prefeito que tenha sido intimidado pelo TCU em razão de apoio eleitoral.
Ao abordar o cenário político estadual, Queiroga afirmou que existe uma parcela significativa do eleitorado paraibano alinhada à direita e avaliou que esse segmento deverá ampliar sua votação nas eleições deste ano.
“Eu sei que aqui em Patos tem uma direita. Apesar de quererem sufocar a direita (...) nós temos uma votação aqui de direita que é crescente. Cresceu de 18 para 22 e agora em 26 vai crescer mais ainda”, disse.
O candidato também mencionou a cassação do mandato do vereador patoense Josmá Oliveira, afirmando que o episódio representaria, em sua avaliação, uma tentativa de enfraquecimento da direita. A cassação ocorreu no âmbito da Justiça Eleitoral e envolveu questões relacionadas à cota de gênero.
Ao defender sua candidatura, Marcelo Queiroga afirmou que pretende atuar no Senado de forma independente e recuperar, segundo ele, o protagonismo histórico da Casa.
“Eu quero ser senador para resgatar o papel histórico do Senado Federal”, afirmou.
O candidato citou antigos senadores paraibanos, como Argemiro de Figueiredo e Humberto Lucena, como exemplos de parlamentares que, em sua avaliação, contribuíram para a representação do estado.
Queiroga também fez uma avaliação crítica dos atuais representantes da Paraíba no Senado e destacou o senador Efraim Filho (PL) como uma exceção.
“Hoje, a nossa representação, se não fosse Efraim, estava caindo pelas tabelas”, declarou.
Durante a sabatina, o candidato também apresentou uma de suas principais propostas para o desenvolvimento econômico do estado: o fortalecimento da iniciativa privada como instrumento de geração de emprego e renda.
“Eu quero oportunidade para o povo da Paraíba. Para que a iniciativa privada se estabeleça forte aqui, para gerar emprego e renda. É isso que nós precisamos”, afirmou.
Marcelo Queiroga reforçou ainda o discurso de independência política e de enfrentamento aos adversários.
“Eu não tenho rabo preso. (...) O paraibano hoje tem a opção e a oportunidade de votar num senador diferente dessa gente que está aí”, concluiu.
A ordem das entrevistas foi estabelecida por sorteio, contando apenas com os candidatos que possuem horário de propaganda em TV e Rádio. A sequência ficou definida da seguinte forma:
A rodada foi organizada para garantir isonomia entre os candidatos, com todos tendo o mesmo espaço para apresentar propostas, defender ideias e responder aos questionamentos relacionados à disputa pelo Senado Federal.
ASSISTA A ENTREVISTA DE MARCELO QUEIROGA NA ÍNTEGRA ABAIXO:
Por Patos Online