A paralisação dos trabalhadores dos Correios e as reivindicações da categoria foram tema de entrevista concedida ao Patos Online por Carlos Viana, diretor sindical do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB), responsável pela área de finanças e com atuação na base de Patos.
Durante a entrevista, Viana afirmou que a categoria não está satisfeita com a proposta apresentada pela empresa para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2027. Segundo ele, os trabalhadores avaliam que a proposta mantém medidas que representam retirada de direitos e precarização das condições de trabalho.
Entre os pontos citados pelo diretor sindical estão o fechamento de agências e uma reestruturação em andamento nos Correios. De acordo com Viana, trabalhadores de unidades que forem fechadas deverão ser realocados para outros locais, o que, em sua avaliação, pode resultar em precarização dos postos de trabalho e possíveis demissões.
Sobre a proposta salarial, Carlos Viana afirmou que a empresa passou a oferecer 4,37% de reajuste nos salários e benefícios, percentual correspondente ao INPC mencionado por ele. O diretor sindical disse ainda que a proposta inclui um acordo com duração de dois anos e mantém as demais cláusulas do acordo coletivo anterior.
Viana também citou cláusulas do acordo 2025-2026 que, segundo ele, estão sendo discutidas judicialmente no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os pontos mencionados estão questões relacionadas ao plano de saúde, o pagamento de 70% nas férias, o benefício extra pago em dezembro, conhecido entre os trabalhadores como “vale-peru”, e o repouso remunerado de 200% para trabalhos realizados nos fins de semana quando houver convocação.
Segundo o diretor sindical, essas cláusulas não foram contempladas na atual proposta apresentada pela empresa, motivo pelo qual os trabalhadores mantêm a resistência ao acordo.
Ao falar sobre a mobilização, Carlos Viana afirmou que a paralisação tem apresentado forte adesão em diferentes partes do país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
As declarações foram dadas em entrevista ao Patos Online, no contexto da mobilização dos trabalhadores dos Correios em torno das negociações do Acordo Coletivo 2026-2027.
Por Patos Online