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No caso Master: PF aponta uso de “linguagem cifrada” em negociação de apartamento para Jaques Wagner (PT), líder de Lula
Relatório divulgado após ordem de Fachin mostra conversa sobre “altura do vão de 2,45m”, que investigadores relacionam a imóvel de R$ 2,45 milhões em Salvador
12/09/2026 13h00 Atualizada há 1 hora
Por: Marcos Oliveira Fonte: CNN Brasil
Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Documentos obtidos pela Polícia Federal nas investigações sobre o Banco Master revelam o uso de uma "linguagem cifrada" nas negociações para a compra de um apartamento para o senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado. A conversa ocorreu entre Daniel Lopes Monteiro, apontado pela PF como operador jurídico-financeiro ligado ao Master, e Guilherme Henrique Sodré Martins, o "Tio Guiga", pessoa de confiança do senador.

Nas mensagens encontradas, Monteiro envia a Sodré: "A altura do vão é 2,45m". A resposta de Guilherme é curta: "Perfeito".

Segundo a Polícia Federal, o termo teria sido utilizado para dificultar a compreensão do conteúdo das conversas. Ainda assim, as autoridades indicam que a "altura do vão" se refere ao valor de R$ 2,45 milhões relacionados a um imóvel adquirido no empreendimento Poemè Horto, de alto padrão, construído pela construtora Moura Dubeux e localizado no Horto Florestal, em Salvador (BA).

Conexão com outra troca de mensagens

A PF relaciona a conversa a outra troca de mensagens entre o próprio Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, dono do Banco Pleno e ex-sócio de Daniel Vorcaro. Em novembro de 2024, o senador encaminhou o contato de um gerente da construtora Moura Dubeux em Salvador e, em seguida, informações relativas a um imóvel avaliado justamente em R$ 2,45 milhões.

As investigações apontam ainda que Daniel Monteiro e Guilherme Sodré realizavam videoconferências e marcavam reuniões presenciais com frequência. Segundo a PF, a tática seria usada para dificultar a compreensão — e a consequente exposição — do conteúdo das conversas.

Divulgação dos documentos

As informações constam no relatório da Polícia Federal divulgado nesta sexta-feira (11), após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinar que o ministro André Mendonça derrubasse o sigilo de todos os documentos relacionados ao caso Master.

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Com CNN Brasil