O Instituto de Polícia Científica (IPC) da Paraíba concluiu que a morte de um bebê de um ano, ocorrida em João Pessoa, foi causada por broncoaspiração e intoxicação exógena por veneno. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (18), após a conclusão do exame toxicológico complementar realizado pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Segundo o laudo, foi identificada no organismo da criança a presença de terbufós, um pesticida pertencente ao grupo dos organofosforados. A análise foi realizada após a autópsia e permitiu complementar os exames cadavéricos.
Em nota, o médico-legista e chefe do IML, Flávio Fabres, informou que, com a conclusão do exame toxicológico, o exame cadavérico da criança, identificada como Noah, foi encerrado e a causa da morte estabelecida como broncoaspiração associada à intoxicação exógena por veneno (terbufós).
A intoxicação exógena significa que uma substância externa ao organismo entrou no corpo da vítima. No caso investigado, o exame identificou especificamente o pesticida terbufós.
Confira a nota:
Através do exame complementar toxicológico realizado, após a autópsia da criança morta (N.C.S.) que ingeriu uma refeição láctea, em uma ocupação no centro de João Pessoa/PB, foi confirmada a intoxicação exógena por TERBUFÓS (pesticida organofosforado).
Portanto, após o toxicológico, o exame cadavérico da criança está concluído e estabelecida a causa morte por: broncoaspiração e intoxicação exógena por veneno (terbufós).
O caso segue em investigação pela Polícia Civil do Estado da Paraíba.
PCPB
IML/IPC
Investigar e proteger.
Flávio Fabres
Médico Legista
Chefe do IML
O caso aconteceu em uma ocupação localizada no Centro de João Pessoa. De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil à TV Cabo Branco, o bebê morava com a família no local.
Na segunda-feira (7), a criança foi levada ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa apresentando sintomas como agitação e engasgo. Apesar do atendimento médico, o bebê morreu na unidade de saúde.
A hipótese inicial investigada era de que a criança pudesse ter ingerido alimento contaminado por veneno, supostamente colocado para gatos na região onde a família morava.
No dia 8 de setembro, antes da conclusão dos exames toxicológicos, o diretor do IPC havia informado que a causa da morte era “sufocação consecutiva”. Na ocasião, a perícia já havia identificado broncoaspiração e informado que exames complementares seriam realizados para esclarecer a causa da morte.
Com a identificação do terbufós no organismo da criança, o exame cadavérico foi concluído. A Polícia Civil da Paraíba continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da intoxicação e como o pesticida entrou em contato com o bebê.
Por Patos Online