A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Duplo Espelho, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um possível esquema de fraudes na concessão e manutenção de benefícios assistenciais na Paraíba. Os levantamentos identificaram 399 benefícios com indícios de irregularidades, que podem representar um prejuízo anual de aproximadamente R$ 7,76 milhões aos cofres públicos.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Marizópolis e Triunfo, no Sertão paraibano. As ordens judiciais foram expedidas pela 16ª Vara Federal da Seção Judiciária da Paraíba.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura a possível inserção e manutenção de informações falsas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), sistema utilizado pelo Governo Federal para identificar famílias de baixa renda e viabilizar o acesso a programas sociais.
Entre as irregularidades investigadas estão a utilização de CPFs emitidos fora do período esperado, múltiplas identidades e endereços cadastrais divergentes, que teriam sido empregados para obter ou manter benefícios de forma indevida.
A investigação teve início após uma análise identificar possíveis fraudes previdenciárias e irregularidades em benefícios assistenciais destinados à população de baixa renda.
Os levantamentos apontaram a existência de 399 benefícios com características sugestivas de fraude. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o prejuízo estimado aos cofres públicos poderá alcançar R$ 646,7 mil mensais, o equivalente a aproximadamente R$ 7,76 milhões por ano.
A Operação Duplo Espelho busca reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir para identificar os responsáveis, esclarecer o funcionamento do suposto esquema e dimensionar eventuais prejuízos.
As investigações continuam em andamento. Até o momento, os valores apresentados são estimativas, e as irregularidades ainda dependem de confirmação. A Polícia Federal ressalta que a apuração observa a presunção de inocência dos investigados.
Por Patos Online