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Braz Morroni tem prisão revogada pela Justiça, mas continua preso por outro processo
Decisão da 5ª Vara Criminal de João Pessoa derrubou uma das ordens de prisão contra o delegado, que ainda tem uma preventiva em vigor
25/09/2026 16h30 Atualizada há 2 horas
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online com g1 PB
Delegado Braz Morroni — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A Justiça da Paraíba revogou, nesta sexta-feira (25), uma das prisões que mantinham o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior detido. Mesmo com a decisão, ele permanece preso em razão de outra ordem de prisão preventiva determinada em um processo diferente.

A decisão foi tomada pela 5ª Vara Criminal de João Pessoa, que rejeitou o pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para converter a prisão temporária em preventiva em uma das ações contra o delegado. Com isso, a prisão foi revogada e um mandado de soltura foi expedido, condicionado à inexistência de outro motivo para a manutenção da custódia.

Morroni continua detido no Presídio Especial do Valentina de Figueiredo por causa da outra prisão preventiva. Ao todo, ele responde a quatro processos na Justiça da Paraíba, sendo um deles em tramitação na Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organização Criminosa da Capital.

A defesa do delegado informou que concorda com a decisão da 5ª Vara Criminal e espera que o mesmo entendimento seja adotado no processo em que a prisão preventiva continua vigente. Os advogados também informaram que devem divulgar uma nota oficial.

Investigação sobre desvio de drogas

Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito são investigados por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de drogas apreendidas pela corporação.

Everton Aires (Bomba), Eduardo Jorge (Mão Branca) e Braz Morrone — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

 

Segundo o Ministério Público da Paraíba, os policiais teriam utilizado as funções públicas para se apropriar de entorpecentes apreendidos e retirar drogas de terceiros. A investigação aponta ainda que parte do material teria sido posteriormente comercializada de forma ilegal.

O caso é resultado de investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), iniciadas a partir de uma denúncia anônima.

Os três investigados estavam lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio.

O MPPB também ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra Morroni e os dois agentes. No processo, o órgão pediu o afastamento dos servidores das funções públicas e o bloqueio de bens para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Outras denúncias

O delegado e os dois agentes também foram denunciados pelo Ministério Público por crimes relacionados ao suposto desvio de drogas. Conforme as acusações, eles teriam realizado incursões em imóveis utilizados para armazenar entorpecentes e registrado oficialmente apenas uma parte do material que teria sido apreendido.

Entre os crimes atribuídos aos investigados estão furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.

Em uma das denúncias, o Ministério Público também pediu a perda dos cargos públicos dos três, a conversão das prisões temporárias em preventivas e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Para embasar as acusações, o MPPB informou ter reunido elementos obtidos por meio da análise de celulares, dados de geolocalização de viaturas, quebras de sigilos telemático, bancário e fiscal, monitoramento dos investigados, documentos e depoimentos.

Por Patos Online
Com informações do g1 PB