Depois de percorrer cidades da Paraíba, ouvir mulheres nas ruas, entrar em comunidades e transformar encontros em debates sobre violência, autonomia e oportunidades, Érika Von Sohsten (PDT) chega à última semana de sua primeira campanha para deputada federal defendendo que a experiência fora dos gabinetes modificou a própria forma como passou a enxergar algumas políticas públicas.
Com candidatura deferida, Érika disputa uma das vagas de deputada federal pela Paraíba na eleição de 4 de outubro. Apoiada inicialmente em grande medida no ambiente digital, a campanha levou a candidata para a rua: Nos últimos dias Erika, depois de ir visitado Patos, Souza e Cajazeiras, no Sertão do Estado, Erika esteve em Santa Rita, Bayeux, Sapé, Bananeiras, Cuitegi, Guarabira, Mari, Belém e Pirbitituba.
Nessas paradas, o projeto Vamos Debater colocou a candidata para fazer perguntas e ouvir respostas — inclusive as desconfortáveis. Das conversas surgiram os temas que hoje orientam a reta final da campanha: violência contra a mulher; mulheres que permanecem com agressores por dependência financeira; mulheres cuidadoras que não conseguem cuidar de si; mulheres trans excluídas do mercado de trabalho; capacitação ligada efetivamente ao emprego; tecnologia e inteligência artificial como instrumentos de geração de renda; acolhimento antes que a violência chegue ao extremo; e a ampliação da proteção prevista na Lei Maria da Penha.
“Eu comecei essa campanha querendo falar. Termino querendo ouvir ainda mais. Percorrer a Paraíba e olhar nos olhos das pessoas me mostrou que uma boa lei não nasce apenas de uma mesa em Brasília. Ela precisa nascer da realidade de quem vai ser alcançado por ela.”
Segundo a candidata, as histórias ouvidas mudaram a forma de olhar para as políticas públicas. “Ouvi mulheres que não conseguem deixar uma relação violenta porque dependem financeiramente do agressor. Ouvi mulheres que dedicaram a vida inteira a cuidar de outras pessoas e não têm sequer algumas horas para cuidar de si. Ouvi mulheres trans que querem trabalhar e não encontram uma porta aberta. Quando você escuta essas histórias, política pública deixa de ser uma expressão abstrata.”
O debate acontece em um momento em que a ONU Mulheres divulgou dez propostas para as eleições de 2026 e lembrou que as mulheres são 52,8% do eleitorado brasileiro, mas ocupam 17,2% das cadeiras da Câmara dos Deputados.
Érika não apresenta a eleição como ponto final dessa jornada, e sim como começo.
“Não quero chegar a Brasília imaginando que sei o que a Paraíba precisa sem continuar ouvindo quem vive os problemas. Se receber essa responsabilidade, essa escuta precisa continuar durante o mandato.”
Por Assessoria