Mais de 7,6 mil policiais civis e militares serão mobilizados na Paraíba durante as Eleições 2026. O planejamento das forças de segurança prevê atuação nos 223 municípios paraibanos, com reforço nos locais de votação, guarda das urnas eletrônicas, proteção de magistrados e manutenção da ordem pública.
A Polícia Militar deverá empregar cerca de 6,2 mil policiais, enquanto a Polícia Civil contará com 1.435 agentes, considerando o efetivo ordinário e o reforço previsto para o período eleitoral.
Dentro do planejamento, Bayeux, Itabaiana e Piancó terão equipes especializadas, incluindo integrantes do Batalhão de Choque, Rotam e Cavalaria. O reforço ocorre após pedidos de tropas federais para os três municípios, que foram analisados e indeferidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).
Em Bayeux e Itabaiana, os pedidos apresentados à Justiça Eleitoral mencionavam preocupações relacionadas à atuação de facções criminosas. Em Piancó, a justificativa estava relacionada à animosidade no cenário eleitoral.
Segundo o comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel José Ronildo Souza da Silva, as forças de segurança atuarão de maneira integrada durante o pleito. O planejamento da PM inclui efetivo nos 223 municípios, além do uso de veículos, drones e apoio aéreo.
A Polícia Civil terá 1.264 policiais do efetivo ordinário e outros 171 destinados ao reforço, além de 313 viaturas caracterizadas e descaracterizadas.
As equipes serão distribuídas pelas quatro Superintendências Regionais de Polícia Civil, sediadas em João Pessoa, Campina Grande, Patos e Guarabira. O reforço será direcionado principalmente aos municípios que são sedes de delegacias seccionais, incluindo Patos, Itaporanga, Catolé do Rocha, Sousa, Cajazeiras, Guarabira e Itabaiana.
Também serão mobilizados policiais do Draco, do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Grupo de Operações com Cães (GOC) para municípios considerados pontos de atenção pela Justiça Eleitoral.
Nos locais onde não houver atuação da Polícia Federal, a Polícia Civil poderá atuar de forma suplementar na prevenção e repressão de crimes eleitorais. A corporação poderá registrar ocorrências, realizar procedimentos em casos de flagrante e instaurar inquéritos por iniciativa própria, por requisição do Ministério Público Eleitoral ou por determinação da Justiça Eleitoral.
A Unidade de Inteligência da Polícia Civil (Unintelpol) permanecerá de plantão durante o período eleitoral para produção e análise de informações relacionadas à segurança e à preservação da ordem pública. A Diretoria de Estatística Criminal e Análise de Dados (Diest) também participará da consolidação das ocorrências registradas.
Para o primeiro turno, o planejamento prevê atuação entre os dias 2 e 4 de outubro. Em caso de segundo turno, o esquema será mantido entre os dias 23 e 25 de outubro.
Além das polícias, haverá reforço nas equipes de Polícia Científica nos cinco núcleos existentes no estado. Delegacias, Centrais de Flagrantes e o Disque-Denúncia 197 permanecerão em funcionamento durante o período eleitoral.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB