O ex-prefeito de Sousa e candidato a deputado federal pela Paraíba, Fábio Tyrone (PSB), foi alvo, nesta quarta-feira (30), da Operação Lastro, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de financiamento irregular de campanha eleitoral. A ação também apura possível utilização de recursos de pessoa jurídica, despesas não declaradas e eventuais crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A informação sobre a inclusão de Fábio Tyrone entre os alvos da operação foi divulgada pelo g1, que teve acesso aos detalhes da investigação.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão em Sousa, no Sertão da Paraíba. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 9 milhões no âmbito da investigação. A operação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU).
A residência de Fábio Tyrone foi um dos locais alvos das diligências. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o candidato afirmou que colaborou com a ação e declarou que os agentes não encontraram dinheiro, documentos ou qualquer elemento que, segundo ele, comprovasse irregularidades no imóvel.
Tyrone também afirmou que a diligência ocorreu com “hostilidade” e teria causado constrangimento à esposa e aos filhos. Ele reiterou que não foram encontradas quantias em dinheiro nem armas na residência.
Veja o vídeo abaixo:
A Rede Paraíba informou que tentou contato com Fábio Tyrone e com o advogado do PSB, mas não havia recebido resposta até a última atualização da reportagem.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, na terça-feira (29), durante uma etapa anterior da investigação, foram apreendidos aproximadamente R$ 380 mil em espécie. Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante.
A Polícia Federal não divulgou a quem pertencia o dinheiro apreendido nem informou, até o momento, se a quantia possui relação direta com Fábio Tyrone.
Os valores e demais materiais recolhidos durante as diligências serão submetidos a análise para esclarecer as circunstâncias das movimentações financeiras investigadas e a eventual participação dos envolvidos.
A investigação tramita sob segredo de Justiça e permanece em andamento. Os investigados têm direito à presunção de inocência até eventual decisão judicial definitiva.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB