O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou, nesta terça-feira (6), que a interrupção na divulgação dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, registrada na noite de domingo (4), não comprometeu a votação nem alterou os resultados registrados pelas urnas eletrônicas.
Segundo o tribunal, o episódio foi provocado por uma “contenção no processamento de dados” e afetou apenas o módulo responsável pela apresentação, na internet, da visualização nacional da disputa presidencial.
A interrupção ocorreu quando 64,81% dos dados já haviam sido divulgados. De acordo com o TSE, houve um aumento no volume de informações por volta das 19h14, provocando a paralisação na atualização do placar nacional. A situação foi normalizada às 20h04, cerca de 50 minutos depois.
O tribunal informou que os dados individualizados por unidade da Federação continuaram sendo publicados normalmente durante o período.
Em nota, o TSE destacou que a interrupção da visualização nacional não interferiu nos dados registrados pelas urnas.
“Portanto, a interrupção na divulgação dos resultados na visualização ‘Brasil’ não altera os resultados registrados pelas urnas. Os resultados das urnas estão preservados e expressam fielmente a vontade das eleitoras e dos eleitores”, afirmou a Corte.
Segundo o TSE, a apuração realizada pelas urnas eletrônicas em cada seção eleitoral não foi afetada pelo episódio.
A Corte explicou ainda que o processo de totalização — responsável por reunir e somar os resultados das urnas — prosseguiu normalmente, com exceção de um breve momento em que foi acionado um protocolo de segurança para a verificação individual dos sistemas.
Durante a ocorrência, os boletins de urna continuaram sendo transmitidos, recebidos, processados e publicados na internet. Os sistemas de acompanhamento da Justiça Eleitoral também permaneceram em funcionamento.
O esclarecimento foi divulgado após a circulação de publicações e vídeos nas redes sociais que associavam a interrupção a uma suposta fraude no resultado da eleição presidencial.
O TSE classificou a alegação como falsa e reafirmou que os resultados registrados pelas urnas permanecem preservados.
A Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE iniciou, ainda na noite de domingo, a apuração das causas que provocaram a interrupção.
De acordo com a Corte, uma nova rotina está sendo desenvolvida com o objetivo de evitar que o problema volte a ocorrer durante o segundo turno das eleições.
A explicação apresentada nesta terça-feira já havia sido mencionada no próprio domingo pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
Após o encerramento da votação, o ministro afirmou que um congestionamento provocado por um fluxo de dados acima do normal havia atrasado a divulgação dos resultados. Na ocasião, Nunes Marques disse que o tribunal mantinha “absoluto controle da situação”.
O presidente do TSE explicou ainda que, diante de ocorrências desse tipo, a Corte adota um protocolo de revisão dos sistemas, uma vez que inicialmente não é possível determinar se o episódio decorre de uma falha específica.
Segundo ele, a equipe de tecnologia havia identificado naquele momento apenas o aumento no fluxo de dados.
Nunes Marques também afirmou que não houve alerta relacionado a uma possível interferência estrangeira e que nenhuma intervenção desse tipo havia sido constatada após o encerramento da votação.
O ministro ressaltou que o processo eleitoral havia transcorrido sem intercorrências graves e que a divulgação dos resultados permanecia pública e segura.
Por Patos Online
Com informações da CNN Brasil