A defesa de Davi Piazza Pinto, réu pela morte do próprio filho, uma criança autista de 11 anos, solicitou à 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba a instauração de um procedimento para avaliar a sanidade mental do acusado. O crime aconteceu em 2025, em João Pessoa.
A juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão determinou que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) seja ouvido sobre o pedido apresentado pela defesa. O órgão terá prazo de 10 dias para se manifestar e, posteriormente, o processo deverá retornar para análise da magistrada.
O procedimento, caso autorizado pela Justiça, deverá avaliar por meio de perícia médica se o réu possuía capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos no momento do crime.
Davi permanece preso preventivamente. Em novembro de 2025, ele foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Conforme a investigação, as qualificadoras apontadas foram motivo torpe, emprego de asfixia e o fato de a vítima ter menos de 14 anos.
À época do crime, segundo a Polícia Civil, Davi declarou em depoimento que estava endividado e não queria continuar pagando pensão alimentícia. A investigação também concluiu que o crime teria sido premeditado e praticado sem a participação de outras pessoas.
Imagens de câmeras de segurança analisadas durante o inquérito registraram o acusado deixando o imóvel onde o crime teria ocorrido, no Jardim Oceania, carregando uma trouxa de lençóis. Conforme a Polícia Civil, o corpo da criança estava envolvido nesses lençóis.
Motoristas de aplicativo que fizeram os deslocamentos do acusado também foram ouvidos. Um deles teria levado Davi até a região onde o corpo foi posteriormente localizado, enquanto outro realizou o trajeto de volta.
De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a necropsia apontou asfixia por sufocação como causa da morte da criança. Outros exames também foram realizados durante a perícia.
O corpo foi localizado em uma área de mata no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa, nas proximidades de uma antiga fábrica. Segundo as informações policiais, a vítima estava dentro de um saco plástico preto e parcialmente coberta por terra em uma cova rasa.
Após o crime, Davi viajou para Santa Catarina e se apresentou em uma delegacia de Florianópolis, onde foi preso. O corpo da criança foi sepultado no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB