A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) e da Delegacia de Polícia Civil de Vieirópolis, deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Agamemnon, que investiga uma denúncia de estupro de vulnerável envolvendo uma criança de seis anos no Sertão paraibano.
Segundo as investigações, o pai da criança teria permitido que ela permanecesse sozinha em um quarto com outro homem, ocasião em que teria ocorrido o abuso sexual. A Polícia Civil também apura a possibilidade de o caso estar relacionado a dívidas envolvendo drogas ou a uma eventual troca de favores.
Com base nos elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil representou pela adoção de medidas cautelares, incluindo pedidos de prisão preventiva e de busca e apreensão. O Ministério Público se manifestou favoravelmente aos pedidos, mas o Poder Judiciário deferiu apenas as buscas domiciliares e medidas protetivas de urgência.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, o homem apontado pela investigação como suspeito do abuso foi preso em flagrante por tráfico de drogas. De acordo com a Polícia Civil, ele já responde a um processo por tráfico e foi encontrado com aproximadamente 1 quilo de cocaína, distribuído em dez porções.
Ainda segundo os investigadores, a forma como a droga estava acondicionada indica, em princípio, que o material poderia ser destinado ao abastecimento de outros traficantes. Essa hipótese também será aprofundada no decorrer das investigações.
A Polícia Civil informou que a apuração do possível abuso sexual continua, assim como a investigação sobre as circunstâncias que teriam permitido o contato da criança com o suspeito.
O nome Agamemnon faz referência a um personagem da mitologia grega que, segundo a tradição, teria sacrificado a própria filha em busca de favores dos deuses.
De acordo com a Polícia Civil, a denominação foi escolhida em alusão à hipótese investigativa de que interesses alheios à proteção da criança possam ter influenciado a conduta atribuída ao pai.
A Polícia Civil da Paraíba informou que as investigações seguem em andamento e que novas diligências poderão ser realizadas para esclarecer os fatos e eventual responsabilidade dos envolvidos.
Por se tratar de uma investigação em andamento, os envolvidos são considerados suspeitos, sendo assegurados o devido processo legal e a presunção de inocência.
Por Patos Online