A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos (DECC), cumpriu, nesta quinta-feira (8), um mandado de busca e apreensão no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa, durante uma investigação sobre crimes relacionados à invasão de dispositivos informáticos e subtração de dados.
O alvo da operação é um homem de 43 anos, investigado por supostamente utilizar canais do YouTube para disseminar programas infectados com códigos maliciosos.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava os canais para publicar vídeos com orientações sobre instalação e utilização de softwares populares, incluindo Adobe Acrobat PDF, Photoshop e CapCut.
Ainda conforme a Polícia Civil, nas descrições dos vídeos eram disponibilizados links para download dos programas. Os arquivos, de acordo com a investigação, estariam contaminados com malwares capazes de permitir o acesso indevido aos computadores das vítimas.
A partir da instalação dos programas, o investigado teria conseguido obter acesso remoto aos dispositivos, possibilitando o controle das máquinas e a subtração de dados pessoais e confidenciais.
As investigações apontam ainda que os computadores infectados teriam sido utilizados para mineração de criptomoedas, o que, segundo a Polícia Civil, teria gerado vantagens financeiras ilícitas ao investigado.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais recolheram diversos dispositivos eletrônicos que poderão conter informações relacionadas aos fatos investigados.
O material apreendido será submetido a exames periciais para extração e análise dos dados. A perícia deverá auxiliar a Polícia Civil na identificação de possíveis outras vítimas, além de contribuir para dimensionar a extensão dos prejuízos supostamente provocados.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos, que deverá realizar novas diligências para esclarecer a participação do investigado e reunir elementos sobre a possível extensão da prática criminosa.
O caso segue em apuração e o investigado é considerado suspeito até eventual decisão judicial definitiva.
Por Patos Online