O governo federal anunciou, nesta sexta-feira (9/10), um conjunto com quatro medidas para conter a alta dos combustíveis. A principal delas é sobre a gasolina, com a desoneração de R$ 0,89, o que zera todo o PIS/Cofins e a Cide, que são os impostos federais sobre o combustível. Até agora, o valor do benefício estava em R$ 0,63 por litro de gasolina. Mas as medidas também contemplam etanol e o óleo diesel de uso rodoviário. O custo adicional com as medidas é de R$ 2,65 bilhões por mês.
O anúncio das medidas ocorre a 16 dias da realização do segundo turno das Eleições. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) no primeiro turno.
Veja quais são:
O custo mensal das novas medidas será de R$ 2,65 bilhões por mês:
A informação foi repassada à imprensa no Auditório do Ministério da Fazenda, em Brasília, durante entrevista coletiva com participação dos ministros Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento), Alexandre Silveira (Minas e Energia).
Também estiveram presentes os secretários Renato Dutra (Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Morishita (secretário Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública).
No último dia 24, Moretti afirmou que já direcionou R$ 40 bilhões para as medidas que tentam conter os preços dos combustíveis por causa da guerra no Oriente Médio.
Em setembro deste ano, os preços dos combustíveis aceleraram 1,41%. Esta alta, junto com a elevação das passagens aéreas (9,66%), fez o grupo transportes representar o segundo maior impacto na inflação do mês.
Transportes representou 0,18 ponto percentual da inflação de setembro, que ficou em 0,82%. O maior impacto veio de habitação, puxada pela alta na energia elétrica.
Veja os aumentos por tipo de combustível:
A guerra no Oriente Médio, entre Estados Unidos, Irã e Israel começou no dia 28 de fevereiro deste ano. Os preços do petróleo variam diante de restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz, uma importante rota do comércio global para vários produtos.
Um dos exemplos da relevância da passagem para o comércio entre os países é a quantidade de petróleo que passa pelo local — de 20% a 25% de todo combustível fóssil consumido no mundo.
O estreito é a principal via de saída do petróleo produzido na região do Golfo Pérsico, que inclui a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Iraque e o próprio Irã.
Nos dias anteriores ao conflito, o preço do barril de petróleo tipo brent variava na casa dos US$ 70. Com a escalada bélica, o item chegou a ultrapassar os US$ 120.
Nesta sexta, o barril do petróleo tipo brent estava em queda logo pela manhã. Depois o produto havia subido a cotação e tinha preço estável no comparativo das últimas 48 horas. Às 11h05, o item era negociado a US$ 104,11, representando uma ligeira queda de 0,17%.
Fonte: Metrópoles