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Filha relata dificuldades para conseguir atendimento ao pai durante episódio de agitação e desorientação no Hospital de Patos; unidade emite nota
A denúncia se refere a um episódio ocorrido por volta das 1h45 da madrugada desta terça-feira (13), quando, conforme a familiar, o idoso apresentou um quadro de agitação e desorientação.
13/10/2026 16h30
Por: PATOS ONLINE Fonte: Patos Online
Complexo Hospitalar Regional de Patos (Foto: Felipe Vilar/Patos Online)

Uma mulher identificada como Maria Divaneide encaminhou ao Patos Online nesta terça-feira (13) uma denúncia sobre o atendimento prestado ao pai, Francisco Xavier Moseis, de 77 anos, que estava internado no Hospital Regional de Patos, no Sertão da Paraíba. Segundo o relato, o paciente, que é amputado e oncológico, permanecia na unidade havia 16 dias à espera de um procedimento.

A denúncia se refere a um episódio ocorrido por volta das 1h45 da madrugada desta terça-feira (13), quando, conforme a familiar, o idoso apresentou um quadro de agitação e desorientação. Ela afirma que procurou a equipe de enfermagem para pedir ajuda na troca dos lençóis da cama, após o pai urinar no leito, mas teria enfrentado dificuldades para conseguir assistência.

De acordo com Maria Divaneide, o paciente retirou o acesso venoso, a fralda e o oxigênio durante o episódio. Ela relata que precisou realizar parte dos cuidados sozinha e que só conseguiu ajuda após procurar novamente a equipe de plantão.

A filha também afirma que o pai vinha recebendo medicamentos para controle da dor, como morfina, tramadol e dipirona, enquanto aguardava o procedimento. O paciente estava internado na enfermaria 7, na área vascular, segundo as informações encaminhadas ao portal.

Veja o relato:

"Hoje, às 1h45, ele teve um surto, e recorri ao posto de enfermagem para pedir ajuda às profissionais para trocar os lençóis, pois não conseguiria fazer isso sozinha. Uma das enfermeiras veio e simplesmente falou para deixá-lo deitado na cama, molhado de urina, nu e sem lençol, até que ele dormisse, para que eu jogasse um lençol por cima dele. Com muita dificuldade, consegui, sozinha, enxugar e secar as costas do meu pai. Pela segunda vez, fui chamar as profissionais, que só vieram depois que ameacei denunciar o caso nestas páginas e na Ouvidoria do hospital. Aqui eles estão lidando com seres humanos, não com bichos brutos! Se fosse o pai de qualquer uma dessas técnicas de enfermagem, elas jamais mandariam deixá-lo jogado em uma cama hospitalar, sem lençóis e em meio à urina! Apenas o segurança foi muito atencioso. Durante o surto, meu pai arrancou o acesso do braço, a fralda e o oxigênio, e as profissionais não me ajudaram em nada. É um descaso com um ser humano que já está fragilizado pela doença, sob efeito de morfina e passando por um episódio momentâneo de desorientação, e que ainda precisa ser tratado como se fosse um bicho.”

Hospital se pronuncia

Em nota de esclarecimento enviada ao Patos Online, o Hospital Regional informou que ouviu a equipe de enfermagem que estava de plantão na madrugada desta terça-feira. Segundo a unidade, foi confirmado que Francisco Xavier apresentou um episódio de agitação e desorientação, durante o qual retirou o acesso, a fralda e o oxigênio, conforme relato da acompanhante.

O hospital afirmou que, diante da situação, foi necessário solicitar o apoio da equipe de segurança para garantir a integridade do paciente e dos profissionais. Na sequência, segundo a nota, foram realizados os cuidados necessários.

A unidade negou que tenha havido negligência na assistência e reforçou o compromisso com o atendimento humanizado e com a dignidade dos pacientes.

Confira a nota do Hospital Regional:

O Hospital Regional informa que, após ouvir a equipe de enfermagem de plantão na madrugada desta terça-feira (13), constatou que o paciente Francisco Xavier apresentou um episódio de agitação e desorientação, durante o qual retirou o acesso, a fralda e o oxigênio, conforme relato da acompanhante. Diante da situação, foi necessário solicitar o apoio da segurança para garantir a integridade do paciente e da equipe e, na sequência, realizar os cuidados necessários. A unidade esclarece que não houve negligência na assistência e reforça seu compromisso com o atendimento humanizado e com a dignidade dos pacientes.

Patos, 13 de outubro de 2026